BOLSONARO TEM LIMITAÇÃO DE MOVIMENTO NO OMBRO E SEGUE SEM LIBERAÇÃO PARA FISIOTERAPIA ATIVA

VICTOR OLIVEIRA

Os documentos, assinados pelo fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas e pelo ortopedista Alexandre Firmino, informam que o ex-presidente, de 71 anos, esteve consciente, orientado e colaborativo durante as avaliações. No entanto, o quadro clínico ainda exige restrição no tratamento, sendo autorizada apenas uma sessão semanal de fisioterapia, com foco em mobilizações passivas.
Em outro relatório encaminhado ao STF, o cardiologista Brasil Ramos Caiado informou que Bolsonaro não apresentou queixas relevantes de dor no ombro, mas relatou episódios de queimação epigástrica associados a refluxo gastroesofágico.
O médico também destacou que, devido a episódios de soluços recorrentes, foram mantidas doses ajustadas de medicamentos e uma dieta com baixo teor de acidez. O documento aponta ainda que o ex-presidente iniciou exercícios aeróbicos leves e progressivos, mantém a pressão arterial sob controle e apresenta instabilidade crônica do equilíbrio corporal, o que motivou a adoção de medidas preventivas para reduzir o risco de quedas.
Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, além de danos ao patrimônio público e tombado.
Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar humanitária desde o fim de março, após um quadro de broncopneumonia bacteriana. Antes disso, estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.


