NORDESTE CONCENTRA 17 DAS 20 CIDADES MAIS VIOLENTAS DO BRASIL EM 2024, APONTA ATLAS DA VIOLÊNCIA. VEJA QUAIS

VICTOR OLIVEIRA
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Spent bullet casing lying on dark ground with blur background. Concepts of criminal investigations - Foto: Getty ImagesO Nordeste brasileiro concentrou 17 dos 20 municípios com maiores taxas de homicídios do país em 2024, segundo dados do Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
O levantamento considera cidades com mais de 100 mil habitantes e leva em conta tanto os homicídios oficialmente registrados quanto os chamados “homicídios ocultos”, casos em que mortes violentas podem não ter sido classificadas inicialmente como assassinatos.
A liderança do ranking ficou com Maranguape, no Ceará, que registrou taxa de 87,2 homicídios por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem Jequié, com 79,4, e Maracanaú, com 74,1.
Entre as dez cidades mais violentas do país, todas estão localizadas no Nordeste. A Bahia concentra seis municípios no grupo, enquanto o Ceará aparece com quatro cidades.
As 10 cidades com maiores taxas de homicídios
- Maranguape (CE) – 87,2 homicídios por 100 mil habitantes
- Jequié (BA) – 79,4
- Maracanaú (CE) – 74,1
- Itapipoca (CE)– 74,0
- Caucaia (CE)– 72,9
- Juazeiro (BA)– 71,1
- Feira de Santana (BA)– 67,0
- Porto Seguro (BA) – 64,6
- Simões Filho (BA) – 64,0
- Camaçari (BA)– 62,9
Além dessas cidades, o ranking nacional inclui outros municípios nordestinos, além de representantes das regiões Norte e Centro-Oeste.
Outras cidades entre as 20 mais violentas
- Sorriso (MT) – 62,8 homicídios por 100 mil habitantes
- Teixeira de Freitas (BA) – 60,7
- Sobral (CE)– 59,9
- Cabo de Santo Agostinho (PE)– 59,9
- Lauro de Freitas (BA)– 57,8
- São Lourenço da Mata (PE) – 57,8
- Santana (AP)– 55,8
- Marituba (PA)– 55,5
- Ilhéus (BA) – 55,5
- Salvador (BA)– 52,7
O estudo aponta ainda que o avanço da violência em municípios nordestinos está relacionado a disputas entre facções criminosas, expansão do tráfico de drogas e dificuldades estruturais na segurança pública em áreas metropolitanas e cidades médias do interior.


