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POLÍTICA

LÍDER DO PL NO SENADO DIZ QUE MESSIAS TERÁ DE CONSEGUIR VOTOS COM GOVERNO

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Sessão Deliberativa Remota (SDR) do Senado Federal realizada a partir da sala de controle da Secretaria de Tecnologia da Informação (Prodasen). 

Na ordem do dia, o PL 3.819/2020, que restaura a obrigatoriedade da prévia licitação do serviço público de transporte coletivo interestadual e internacional de passageiros; o PL 3.877/2020, que autoriza o acolhimento de depósitos voluntários de instituições financeiras pelo Banco Central; e o Projeto de Lei Complementar (PLP) 19/2019, que estabelece requisitos para nomeação e demissão do presidente e dos diretores do Banco Central, bem como vedações aos ocupantes do cargo. 

Toma posse o senador Carlos Portinho (sem partido-RJ) em virtude do falecimento do senador titular, Arolde de Oliveira, em 21 de outubro. 

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Sessão Deliberativa Remota (SDR) do Senado Federal realizada a partir da sala de controle da Secretaria de Tecnologia da Informação (Prodasen). Na ordem do dia, o PL 3.819/2020, que restaura a obrigatoriedade da prévia licitação do serviço público de transporte coletivo interestadual e internacional de passageiros; o PL 3.877/2020, que autoriza o acolhimento de depósitos voluntários de instituições financeiras pelo Banco Central; e o Projeto de Lei Complementar (PLP) 19/2019, que estabelece requisitos para nomeação e demissão do presidente e dos diretores do Banco Central, bem como vedações aos ocupantes do cargo. Toma posse o senador Carlos Portinho (sem partido-RJ) em virtude do falecimento do senador titular, Arolde de Oliveira, em 21 de outubro. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado - Foto: Jefferson Rudy

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), afirmou ao Estadão/Broadcast que Jorge Messias terá de buscar seus votos com aliados do governo caso queira a aprovação de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Portinho, a oposição irá contra o nome do atual advogado-geral da União. “A oposição será oposição. Os votos ele vai ter que conseguir do governo. (A votação de Paulo) Gonet foi apertada”, disse Portinho.

Placar do Estadão mostra que, nas primeiras horas após a escolha, apenas quatro senadores declararam voto no chefe da AGU, número inferior ao dos parlamentares que se manifestaram contra seu nome para o STF. Messias teve a indicação oficializada na última quinta-feira, 20. O Senado, no entanto, resiste ao nome dele por defender a escolha do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A avaliação na oposição é que Messias tem uma ligação forte com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que inviabilizaria um apoio.

Governistas consideram que o fato de Messias ser evangélico poderia facilitar a obtenção de alguns votos da oposição no Senado. Um dos cabos eleitorais de Messias, por exemplo, é o ministro do STF André Mendonça, também evangélico e que foi indicado ao posto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O tema deve ser discutido em reunião da bancada evangélica do Senado nos próximos dias.

Para ser aprovado, Messias precisa ter o voto favorável de 41 dos 81 senadores. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), tem mostrado insatisfação com a indicação e tem sinalizado que poderá votar contra Messias – Alcolumbre também defende a indicação de Pacheco, seu aliado próximo.

A baixa votação dada pelo Senado à recondução de Paulo Gonet à Procuradoria Geral da República, com apenas quatro votos a mais do que o necessário, também foi vista como um recado ao Palácio do Planalto.

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: Reprodução 

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