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ECONOMIA

APESAR DE PRESSÃO EM PETROBRAS E BB, IBOVESPA SOBE 0,65% E RETOMA 142 MIL PONTOS

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A statement by President Jair Bolsonaro asking for lower interest rates at Banco do Brasil (BB) put a brake on the bullish move of the Bovespa Index yesterday. The stock market closed the trading session with a fall of 0.05% at 96,187.75 points. During his participation in the opening of Agrishow, Bolsonaro defended the reduction of Banco do Brasil's interest in the promotion of rural credit. The president addressed the president of BB, Rubem Novaes, and, in a tone of good humor, said: "I appeal, Rubem, to your heart and patriotism, that these interests fall a little more." Bolsonaro said during the event that the government will release R $ 1 billion into the rural insurance program, but did not give details about the credit. The statement on interest had immediate effect on Banco do Brasil's shares, which abandoned the bullish signal with which they had been operating and contaminated the other shares of the financial sector. (Photo by Cris Faga/NurPhoto via Getty Images)
A statement by President Jair Bolsonaro asking for lower interest rates at Banco do Brasil (BB) put a brake on the bullish move of the Bovespa Index yesterday. The stock market closed the trading session with a fall of 0.05% at 96,187.75 points. During his participation in the opening of Agrishow, Bolsonaro defended the reduction of Banco do Brasil's interest in the promotion of rural credit. The president addressed the president of BB, Rubem Novaes, and, in a tone of good humor, said: "I appeal, Rubem, to your heart and patriotism, that these interests fall a little more." Bolsonaro said during the event that the government will release R $ 1 billion into the rural insurance program, but did not give details about the credit. The statement on interest had immediate effect on Banco do Brasil's shares, which abandoned the bullish signal with which they had been operating and contaminated the other shares of the financial sector. (Photo by Cris Faga/NurPhoto via Getty Images) - Foto: NurPhoto via Getty Images

O Ibovespa teve um dia de ganhos moderados, relativamente acentuados ao longo da tarde desta quarta-feira, o suficiente para levá-lo a retomar em fechamento a marca dos 142 mil pontos. O firme desempenho do índice na sessão ocorreu a despeito de ajuste negativo em Petrobras (ON -1,40%, PN -0,90%), em meio à correção em andamento nos preços do petróleo, e também de Banco do Brasil (ON -1,84%), descolado da sessão em geral positiva para o setor financeiro.

As ações do BB foram pressionadas pelos sinais de que a instituição pública será chamada, com a Caixa, a dar suporte à crise aguda nos Correios, em processo de reestruturação pelo governo.

Nesse contexto, o índice da B3 oscilou dos 141.153,91 até os 142.905,10 pontos (+0,86%), entre a mínima e a máxima do dia, em que saiu de abertura aos 141.682,99. Ao fim, marcava 142.603,66 pontos, em alta de 0,65% na sessão, após ter fechado a anterior bem perto da estabilidade (-0,07%).

Com o vencimento de opções sobre o Ibovespa, o giro desta quarta-feira subiu para R$ 45,5 bilhões. Na semana, o índice da B3 avança 1,37%, com perdas no mês ainda a 2,48%. No ano, sobe 18,56%.

Na ponta ganhadora do Ibovespa, Assai (+5,98%), MRV (+4,81%) e RD Saúde (+4,54%). No lado oposto, Embraer (-2,44%), Brava (-2,24%) e Prio (-2,04%). Entre as blue chips, destaque para a alta de 1,86% em Vale ON, a principal ação do Ibovespa, na contramão de queda de 1,46% para o minério em Dalian (China), e para ganhos também na casa de 1% para Bradesco (ON +1,30%, PN +1,17%) e de 1,75% em Santander Unit.

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quarta-feira, enquanto as tensões entre EUA e China se estendem apesar das expectativas para o encontro entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. Os preços da commodity também seguem pressionados por preocupações quanto a excesso de oferta. Em Londres e Nova York, as perdas do dia ficaram na casa de 0,7%.

Para João Soares, cofundador da Rio Negro Investimentos, o cenário do exterior para Brasil continua a ser favorecido pelo ajuste no câmbio – nesta quarta em leve baixa de 0,14% para o dólar, na casa de R$ 5,46 – em meio a recentes declarações de autoridades do Federal Reserve, como as do presidente Jerome Powell, consideradas suaves (dovish) pelo mercado.

Tais desdobramentos mantêm em curso o processo gradual, e global, de depreciação da moeda americana e de diversificação de investimentos em carteira para outros destinos, como os mercados emergentes, tendo em vista a perspectiva de que os juros de referência dos EUA continuarão a ser cortados pelo Fed.

Mas, acrescenta o especialista da Rio Negro, há expectativa ainda para os próximos dados sobre o mercado de trabalho e a inflação americana, que estão sofrendo atraso nas respectivas divulgações neste mês de outubro em razão do shutdown nos serviços públicos do país, ainda sem solução.

“Sem sombra de dúvida, o que tem motivado as altas na Bolsa brasileira vem muito do otimismo e da expectativa de quedas de juros nos Estados Unidos, o que resulta em atração de fluxo estrangeiro” apesar da pausa e da realização de lucros que tem prevalecido em outubro na B3, observa Leonardo Santana, sócio da Top Gain. “O mercado vem precificando mais dois cortes de juros nos EUA até o fim do ano. E isso vem sendo evidenciado, cada vez mais, em indicadores econômicos como os da ADP sobre a folha de pagamentos que, recentemente, têm mostrado um mercado de trabalho menos aquecido”, acrescenta.

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: Reprodução

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