MUDANÇAS DA CÂMARA EM TEXTO SOBRE ENERGIA EÓLICA PODEM AUMENTAR A CONTA DE LUZ EM 11%, ESPECULA CONSULTORIA

Segundo a estimativa divulgada pela consultoria PSR nesta quinta-feira (16), o projeto de lei que regulamenta a construção de usinas eólicas em alto-mar, aprovado pela Câmara dos Deputados no final de novembro, pode aumentar em 11% o custo da energia para os consumidores.
O texto faz parte do pacote de denominado "agenda verde" da Câmara. No entanto, o projeto não é tão benéfico para o meio ambiente. Isso ocorreu devido à inclusão de pontos que discordem da proposta, como a extensão de incentivos e estímulo às empresas que utilizam carvão mineral.
A PSR estima que, até 2050, o projeto terá um custo anual de aproximadamente R$ 25 bilhões. Durante esses 27 anos, o investimento total deve ser de R$ 658 bilhões em termos monetários. O estudo foi encomendado por entidades do setor de energia.
Relator do projeto, o deputado Zé Vitor (PL-MG) fez algumas mudanças no projeto, chamados de "jabutis" no jargão do Congresso.
Veja:
- contratação compulsória de usinas termelétricas a gás natural a preços que consideram o valor do combustível, obtido por chamada pública nos estados;
- postergação de prazo para usinas de energia renováveis contarem com subsídios nas tarifas de transporte da energia;
- postergação de prazo para projetos de geração distribuída contarem com subsídios;
- contratação compulsória de pequenas centrais hidrelétricas;
- extensão de contratos do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa);
- construção de uma usina de hidrogênio produzido através do etanol no Nordeste;
- contratação de usinas eólicas no Sul;
- incentivo a usinas térmicas a carvão;
- Contratação obrigatória e subsídios.
(G1)
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