GOVERNO RESTABELECE O REIC, QUE BENEFICIA INDÚSTRIA PETROQUÍMICA, INCLUSIVE NA BAHIA

Close up portrait of young woman's hands holding test tube with yellow liquid. Medical researcher or doctor wearing surgical mask and safety glasses looking at glass tube while working in laboratory - Foto: Close up portrait of young woman's hands holding test tube with yellow liquid. Medical researcher or doctor wearing surgical mask and safety glasses looking at glass tube while working in laboratoryO governo federal publicou nesta quinta-feira (23) portaria que reestabelece o Regime Especial da Indústria Química (Reiq). Esse programa interessa muito a Bahia, cuja indústria química e petroquímica, localizada em Camaçari, é uma das mais fortes do país. O programa foi relançado em agosto, mas ainda dependia de regulamentação. Os incentivos fiscais somam aproximadamente R$ 500 milhões neste ano e R$ 1 bilhão no ano que vem. As informações são do Valor Econômico.
"Agora basta às empresas apresentarem termo de compromisso conforme estabelecido na portaria para terem acesso aos benefícios”, disse o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), em comunicado.
No termo, as empresas precisam se comprometer a seguir “normas de segurança e medicina do trabalho, a executar medidas de compensação ambiental e a manter os postos de trabalho de seus quadros funcionais, entre outras exigências”.
“Elas também têm de se comprometer a apresentar licenças, autorizações, certidões e demais atos administrativos exigidos por órgãos governamentais, e a realizar, quando for o caso, estudos de impacto hídrico, programas de monitoramento da qualidade da água e do ar, plano logístico de transporte e estudo geológico da região”, disse a pasta.
O termo precisará ser entregue à Receita Federal. Já o cumprimento dos compromissos será acompanhado por três ministérios: Trabalho e Emprego (MTE); Meio Ambiente e Mudança do Clima; e Mdic.
Além disso, Receita, Mdic e MTE “vão acompanhar, controlar e avaliar o impacto dos benefícios, disponibilizando anualmente relatórios contendo: custo fiscal detalhado por beneficiário e por produto; avaliação dos efeitos sobre a competitividade, os preços e os investimentos; geração de empregos; e investimentos em ampliação da capacidade instalada”.
O Reiq foi criado em 2013 e prevê a isenção de Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) “na compra dos principais produtos usados na indústria petroquímica de primeira e segunda geração”, segundo o Mdic. Esses produtos serão posteriormente “transformados em fertilizantes, em princípio ativos para medicamentos, em plásticos, fibras, borrachas, tintas e insumos para alimentos e bebidas”.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentou revogar o regime por meio de duas medidas provisórias (MP) em 2021 e 2022. Mas o Congresso Nacional aprovou lei que permitia a volta do Reiq, desde que fossem regulamentadas algumas contrapartidas – o que o governo federal fez em agosto.
“O Reiq melhora não apenas as condições de competitividade do setor, como traz ganhos para toda economia brasileira, porque a indústria química está na base de diversas outras cadeias produtivas”, disse o vice-presidente da República e titular do Mdic, Geraldo Alckmin, no comunicado. Ele também afirmou que o setor é “vital para nosso projeto de neoindustrialização”.
Foto: freepik



