VENDA DAS AÇÕES DA BRASKEM VIROU UM LEILÃO E O CONSÓRCIO APOLLO/ADNOC DEVE FAZER NOVA OFERTA, MAS QUEM DEVE DECIDIR É LULA. VEJA AS OFERTAS.

A compra da Braskem virou um leilão e já são três os players que fizeram ofertas para comprar as ações da empresa que a Novovor ( ex-Odebrecht) precisa vender. a Unipar, o consórcio formado por Apollo e Adnoc e a J&F .
Cada empresa oferece um lance muito próximo do valor oferecido pela outra. Até o momento a oferta de cada uma é esta:
- A J & F, holding da família de Joesley Batista, fez uma proposta de R$ 10 bilhões pelas ações e prevê pagamento à vista.
- A Unipar oferece os mesmos R$ 10 bilhões, mas só metade à vista, o resto precisa ser financiado, mas o financiamento poderia ser feito pelos mesmos bancos que hoje querem vender a Braskem para receber o pagamento pela dívida estimada em R$ 15 bilhões.
- O consórcio entre a gestora americana Apollo e a Adnoc, empresa estatal dos Emirados Árabes, ofereceu R$ 47 por ação da Braskem, sendo R$ 20 em dinheiro e R$ 20 via emissão de título de dívida perpétuo.
Como é uma espécie de leilão, a expectativa do mercado é de que o próximo movimento no jogo da negociação para a venda da petroquímica deve ser feito pela dupla Apollo/Adnoc, que tem maior poder de alavancar capital. Como a Petrobras tem o direito de preferência na compra de ações da Novonor, tudo indica que será o presidente Lula que decidirá se a Petrobras exercerá esse direito ou mesmo escolherá um dos grupos que fizeram ofertas, como afirma o colunista Lauro Jardim na edição deste domingo de O Globo.
E já solicitou acesso ao data room virtual da Braskem, para eventual exercício de tag along, ou seja, o direito de preferência na compra de ações da Novonor (ex-Odebrecht) que controla a empresa. A empresa possui 36,1% do capital social da Braskem e não anunciou sua posição em relação a compra da empresa, mas as movimentações na Bahia, onde fica a sede da Braskem, dão sinais de que a estatal pretende ampliar seu negócio. (Veja aqui).



