GOVERNO SE APRESSA PARA INDICAR DIRETORES DO BC. ENTENDA

O mandato de dois diretores do Banco Central do Brasil acabou ontem e o governo federal está estudando nomes para indicar aos cargos.
São eles: os diretores de Política Monetária, Bruno Serra, e Fiscalização, Paulo Souza, continuarão no Banco Central. A legislação permite que eles continuem nos seus cargos até que os novos nomes sejam aprovados pelo Senado, a quem cabe sabatinar e aprovar as indicações. Essas são as primeiras vagas abertas na cúpula do BC durante o governo Lula e o principal alvo de disputa é cargo na diretoria de polícia monetária.
No início da noite desta terça-feria, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que o governo ainda está em tratativa sobre a reposição Padilha também sugeriu que o governo não tem pressa ao dizer que a Comissão de Assuntos Econômicos no Senado ainda não está formada.
O Copom é formado por oito diretores e o presidente — hoje Roberto Campos Neto, com mandato até o final de 2024. O chefe da autoridade monetária, apesar da influência, não tem voz final sobre os votos dos oito membros do Comitê, seja para manter, reduzir ou aumentar a taxa de juros. Cada diretor tem autonomia nos votos.
Veja quem compõe o Copom:
- Roberto Campos Neto, presidente do BC, com mandato até dezembro de 2024;
- Bruno Serra Fernandes, diretor de Política Monetária, com mandato até fevereiro de 2023;
- Paulo Sérgio Neves de Souza, diretor de Fiscalização, com mandato até fevereiro de 2023;
- Fernanda Magalhães Rumenos Guardado, diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, com mandato até dezembro de 2023;
- Maurício Costa de Moura, diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta, com mandato até dezembro de 2023;
- Carolina de Assis Barros, diretora de Administração, com mandato até dezembro de 2024;
- Otávio Ribeiro Damaso, diretor de Regulação, com mandato até dezembro de 2024;
- Diogo Abry Guillén, diretor de Política Econômica, com mandato até dezembro de 2025;
- Renato Dias de Brito Gomes, diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, com mandato até dezembro de 2025.
Fonte: O Globo
Foto: Fachada do Banco Central, em Brasília Fachada do Banco Central, em Brasília Marcello Casal Jr./Agência Brasil



