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LULA DIZ QUE BNDES VOLTARÁ A FINANCIAR OBRAS DE PAÍSES VIZINHOS

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LULA DIZ QUE BNDES VOLTARÁ A FINANCIAR OBRAS DE PAÍSES VIZINHOS

Afirmação foi feita nesta segunda (23), em encontro com empresários brasileiros e argentinos, em Buenos Aires

Por: Douglas Santana Ferreira

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltará a financiar projetos de desenvolvimento e engenharia em países vizinhos, assim afirmou o presidente Lula (PT), durante pronunciamento na Argentina.

Ao lado do presidente argentino, Alberto Fernández, Lula participou de um encontro com empresários dos dois países.

"O BNDES vai voltar a financiar as relações comerciais do Brasil e vai voltar a financiar projetos de engenharia para ajudar empresas brasileiras no exterior e para ajudar que os países vizinhos possam crescer e até vender o resultado desse enriquecimento para um país como o Brasil. O Brasil não pode ficar distante. O Brasil não pode se apequenar", disse.

O presidente do Brasil fez críticas a forma como o BNDES era gerido por Jair Bolsonaro (PL) e disse que o Brasil precisa ser um "protagonista" internacional no financiamento de grandes projetos.

"Faz exatamente quatro anos em que o BDNES não empresta dinheiro para desenvolvimento porque todo dinheiro do BNDES é voltado para o Tesouro que quer receber o empréstimo que foi feito. Então, o Brasil também parou de crescer, o Brasil parou de se desenvolver e o Brasil parou de compartilhar a possibilidade de crescimento com outros países", declarou o petista.

Ainda no encontro, Lula disse que ele e empresários brasileiros estão interessados na conclusão da rede de tubulação para transporte de gás natural argentino.

"Eu tenho certeza que os empresários brasileiros têm interesse no gasoduto. Eu tenho interesse. [...] E se há interesse dos empresários, se há interesse do governo, e nós temos um banco de desenvolvimento para isso, eu quero dizer que nós vamos criar as condições para fazer o financiamento que a gente puder fazer para ajudar o gasoduto argentino", concluiu.

Foto: Agustin Marcarian/Reuters

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