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ECONOMIA

56% DOS EMPRESÁRIOS APONTAM REFORMA TRIBUTÁRIA COMO PRIORIDADE

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Presidente Jair Bolsonaro com o ministro da Economia  Paulo Guedes durante pronunciamento no ministério sobre as especulações da saída de Guede do ministéroio.  | Sérgio Lima/Poder360 22.out2021
Presidente Jair Bolsonaro com o ministro da Economia Paulo Guedes durante pronunciamento no ministério sobre as especulações da saída de Guede do ministéroio. | Sérgio Lima/Poder360 22.out2021 - Foto: Séfgio Lima/Poder360

A maioria dos empresários brasileiros considera que uma reforma tributária é a principal medida que deve ser tomada pelo próximo governo para que o país consiga gerar empregos.

Uma pesquisa realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), divulgada nesta quinta-feira (15), mostra que os empresários consideram o modelo atual complexo e ineficiente, o que freia o avanço econômico do país.

Para 48% dos executivos, é preciso reduzir os impostos sobre a folha de pagamento e 35% apontam a necessidade de fortalecer a capacitação profissional.

“O complexo e oneroso sistema de cobrança de impostos do país inibe a produção de todos os setores econômicos e dificulta a geração de empregos e de renda para os brasileiros. A Reforma Tributária é fundamental para acelerar o ritmo de crescimento da economia e, por isso, deve ser uma prioridade para o próximo governo”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

A alta carga tributária também preocupa, já que o Brasil é o segundo país que mais tributa empresas no mundo, de acordo com pesquisa da CupomValido.com.br.

A pesquisa, realizada com dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) de 111 países, apontou que o Brasil fica atrás apenas de Malta e que, em média, as empresas pagam cerca de 34% na alíquota de impostos.

O valor está 70% acima da média mundial e o país faz parte de um grupo de 18 países cujo valor da alíquota supera os 30%. A média mundial, de 20%, é superada nos Estados Unidos (25%), Canadá (27%) e Japão (30%).

A pesquisa foi realizada pelo Instituto FSB Pesquisa, que entrevistou, por telefone, executivos de 1.001 empresas industriais de pequeno, médio e grande portes. As entrevistas foram realizadas entre 10 e 24 de agosto de 2022. Após a pesquisa, foi aplicado um fator de ponderação para corrigir eventuais distorções em relação ao plano amostral. Devido ao arredondamento, a soma dos percentuais pode variar de 99% a 101%.

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