MAIS DE 2 MIL MILITARES OCUPAM CARGOS DE FORMA IRREGULAR

Brazilian President Jair Bolsonaro gestures as he speaks during the announcement of support measures to philanthropic hospitals in the fight against the novel coronavirus disease, COVID-19, at Planalto Palace in Brasilia, on March 25, 2021. - Brazil's death toll in the coronavirus pandemic surpassed 300,000 on March 24, as a deadly surge that has pushed hospitals to the brink made it the second country after the United States to pass the bleak milestone. (Photo by EVARISTO SA / AFP) - Foto: AFPA Controladoria Geral da União (CGU) identificou 2.327 militares ocupando cargos de forma irregular no governo federal e recebendo pagamentos acima do teto constitucional. O levantamento foi obtido pelo jornal Estado de S.Paulo e aponta que o contigente, que triplicou na gestão bolsonaro – passando a 6 mil -, entre outras coisas, têm salários pagos em dobro e acúmulo de funções por militares da ativa.
O relatório foi concluído no mês passado com informações oficiais dos Ministérios da Economia e da Defesa. O resultado encontrado foram 558 casos de ocupação simultânea de cargos militares e civis sem nenhum tipo de amparo legal ou normativo. Sendo 522 militares na administração pública direta e outros 36 em estatais federais.
Uma segunda irregularidade encontrada foi que 930 militares chegam a se enquadrar em casos legais de acúmulo de cargos, mas desrespeitam o limite legal de até dois anos neste tipo de função simultânea.
A terceira irregularidade diz respeito a salários pagos. Foram identificados 729 militares e pensionistas de militares com vínculo de agente público federal que receberam acima do teto constitucional. Em dezembro de 2020, o salário teto no Brasil, baseado no que é recebido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), era de R$ 39.293,32. Como o período analisado pela CGU focou um retrato da situação de dezembro de 2020, o próprio órgão afirma que, se todos os casos levassem à devolução do dinheiro público pago a mais, só naquele mês teriam de ser devolvidos R$ 5,139 milhões aos cofres públicos.



