INVESTIDORES PREFEREM ALOCAR RECURSOS EM POUPANÇA, DIZ FGVCEF

Cofre, poupança, real, economia - Foto: Marcello Casal jrAgência BrasilO Centro de Estudos em Finanças (FGVcef) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas acaba de divulgar um relatório com investidores individuais brasileiros, franceses e ingleses. Os resultados indicam que os investidores alocam a maior parte dos seus recursos em contas poupança e seguros pessoais. Esses são os investimentos considerados menos arriscados por eles. Apesar de afirmarem que a correlação entre os ativos é um dos fatores mais importantes na hora do investimento, os participantes afirmam que o seu investimento é direcionado por outros fatores (a correlação é o último fator considerado).
A recomendação do gerente é o principal fator no Brasil, enquanto o risco é o mais importante para os franceses e ingleses. O brasileiro é o que menos investe para o longo prazo e o que mais investe no médio e no curto prazo. O relatório revela ainda que a possibilidade de perder parte do montante investido -- e não a volatilidade dos retornos -- é o medo dos investidores. Em seguida, verifica-se que o brasileiro se preocupa mais com a falência da instituição e com a iliquidez, em comparação com os franceses e ingleses. É possível que isso seja reflexo de um mercado mais líquido e desenvolvido nesses países.
A primeira pergunta aos investidores foi a quais tipos de investimentos eles costumam alocar seu capital. No geral, os principais investimentos são a conta poupança e os seguros pessoais. Em seguida, temos os títulos públicos, ações, criptomoedas, imóveis, moedas e commodities e investimentos estrangeiros. Em média, comparando os investidores dentro das classes de ativos, o investidor inglês costuma investir mais em conta poupança e seguro pessoal (investimentos de baixo risco).
Já o brasileiro costuma investir mais em criptomoedas (investimentos com maior risco), quando comparado com o investidor francês e o inglês. É possível notar uma pequena preferência pelo investimento em ativos estrangeiros pelo francês, quando comparado com os demais.
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