IBOVESPA OPERA EM FORTE QUEDA APÓS COPOM E FED

A statement by President Jair Bolsonaro asking for lower interest rates at Banco do Brasil (BB) put a brake on the bullish move of the Bovespa Index yesterday. The stock market closed the trading session with a fall of 0.05% at 96,187.75 points. During his participation in the opening of Agrishow, Bolsonaro defended the reduction of Banco do Brasil's interest in the promotion of rural credit. The president addressed the president of BB, Rubem Novaes, and, in a tone of good humor, said: "I appeal, Rubem, to your heart and patriotism, that these interests fall a little more." Bolsonaro said during the event that the government will release R $ 1 billion into the rural insurance program, but did not give details about the credit. The statement on interest had immediate effect on Banco do Brasil's shares, which abandoned the bullish signal with which they had been operating and contaminated the other shares of the financial sector. (Photo by Cris Faga/NurPhoto via Getty Images) - Foto: NurPhoto via Getty ImagesO Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em queda nesta quinta-feira (5), após a elevação da taxa básica de juros no Brasil e nos Estados Unidos, conforme o esperado. Na quarta-feira, a Bolsa fechou em alta de 1,70%, a 108.344 pontos. Com o resultado, passou a acumular alta de 0,43% no mês e alta de 3,36% no ano.
No exterior, as bolsas operavam mistas. O petróleo tinha mais uma sessão de alta, com o barril de Brent se mantendo acima de US$ 110 com o plano da União Europeia de proibir o produto russo nos próximos 6 meses. Na véspera, o Fed aumentou os juros em 0,5 ponto percentual, para uma faixa de 0,75% a 1,0%, o maior aumento desde 2000. O chefe do banco central norte-americano, Jerome Powell, afirmou, porém, que as autoridades de política monetária não estão considerando intensificar ainda mais a dose de aperto em suas próximas reuniões, para 0,75 ponto percentual, como temiam alguns agentes financeiros.
Já o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa Selic de 11,75% ao ano para 12,75% ao ano e indicou uma extensão do ciclo de alta dos juros. Com a nova alta, a Selic atingiu o maior patamar em mais de cinco anos e o Brasil retomou a liderança do ranking mundial de juros reais. Um aumento dos juros tem vários reflexos na economia como encarecimento do crédito e do custo da dívida pública. Com um financiamento mais caro, empresas podem também passar a investir menos, impactando negativamente o Produto Interno Bruto (PIB), o emprego e a renda.
Já juros mais altos nos EUA elevam a atratividade de se investir na segura renda fixa norte-americana, o que tende a aumentar o ingresso de recursos na maior economia do mundo e, consequentemente, valorizar o dólar frente a outras moedas. Dados da B3 mostram que os investidores estrangeiros retiraram R$ 1,78 bilhão em recursos da bolsa brasileira no dia 3 de maio. O saldo anual do grupo ainda é positivo, mas caiu para R$ 54,29 bilhões.
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