COPOM PREVÊ EM ATA NOVOS AJUSTES DA SELIC, MAS EM RITMO MENOR

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto falam à imprensa no Palácio do Planalto, sobre as ações de enfrentamento ao covid-19 no país - Foto: Marcello Casal JrAgência BrasilO Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) projeta novos aumentos da taxa básica de juros nos próximos meses de 2022, mas em ritmo menor. Na semana passada, o colegiado aumentou a Selic em 1,5 ponto – passando a para 10,75% ao ano. A sinalização da autoridade monetária consta na ata do último encontro do Copom, publicada nesta terça-feira (8). Não há, no momento, estimativa se os novos aumentos da taxa básica se darão em 0,25 ponto; 0,50 ponto ou 1 ponto.
Também na ata, o Copom revelou o entendimento que o crescimento econômico aponta para uma retomada, puxada principalmente pelo agronegócio. “O Comitê enfatiza que irá perseverar em sua estratégia até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”, ressalta o BC, na nota. “Esmorecimento no esforço de reformas estruturais e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia”, concluiu.
O cenário de referência projeta uma inflação acima do teto da meta este ano e em torno do centro da meta em 2023.”A inflação ao consumidor segue elevada, com alta disseminada entre vários componentes, e segue se mostrando mais persistente que o antecipado. A alta nos preços dos bens industriais não arrefeceu e deve persistir no curto prazo, enquanto a inflação de serviços acelerou, ainda refletindo a gradual normalização da atividade no setor”, avalia o Copom.
Para os membros do Copom, além deste cenário, há riscos externos e internos de um descontrole nos preços. Nos outros países, a possibilidade de uma mudança na política de juros mais forte nos Estados Unidos e a evolução da Covid-19 segue no radar. A maioria das commodities está com cotação internacional em alta, destaca o Copom. No ambiente interno, o BC reitera o papel de reformas estruturais e a aversão a medidas que simbolizem afrouxamento fiscal.
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil



