AÇÕES DA OI (OIBR3) CAEM 10% COM POSSIBILIDADE DE REVERSÃO

SAO PAULO - SP - BRASIL - 01.03.2017 - ECONOMIA - A BM&FBOVESPA é uma companhia que administra mercados organizados de Títulos, Valores Mobiliários e Contratos Derivativos, além de prestar serviços de registro, compensação e liquidação, atuando, principalmente, como contraparte central garantidora da liquidação financeira das operações realizadas em seus ambientes. A Bolsa oferece ampla gama de produtos e serviços, tais como: negociação de Ações, Títulos de Renda Fixa, Câmbio Pronto e Contratos Derivativos referenciados em Ações, Ativos Financeiros, Índices, Taxas, Mercadorias, Moedas, entre outros; listagem de empresas e outros emissores de Valores Mobiliários, depositária de Ativos, empréstimo de Títulos e licença de softwares. A BM&FBOVESPA conta com um modelo de negócio diversificado e integrado, oferecendo sistema de custódia completo. As negociações são cursadas em meio exclusivamente eletrônico. A Bolsa possibilita a seus clientes a realização de operações destinadas à compra e venda de Ações, transferência de riscos de mercado (hedge), arbitragem de preços entre mercados e/ou Ativos, diversificação e alocação de investimentos e alavancagem de posições. FOTO Reinaldo Canato - Foto: REINALDO CANATOAs ações ordinárias da Oi (OIBR3) recuaram 10,38% no pregão desta segunda-feira (7), cotadas a R$ 0,95, diante da possibilidade de reversão, por parte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), da aprovação de venda de sua unidade móvel para Tim (TIMS3), Vivo (VIVT3) e Claro. Segundo reportagem do site do jornal O Globo, citando fontes, a Anatel vai rever sua anuência à venda, aprovada no último dia 1º de fevereiro. Dessa forma, o processo de venda da unidade móvel da Oi, que será dividida entre as três concorrentes, por R$ 16,5 milhões, deverá atrasar.
Por trás da possível reversão da anuência está um outro interessado no negócio, que é a Copel Telecom, que, segundo O Globo, enviou petição à Anatel pedindo a rejeição da aprovação, por conta da alegação de que as reuniões da agência teriam sido ilegais. Entre os pontos levantados está a marcação de uma reunião, no dia 28 de janeiro, para tratar do tema, em que o conselheiro Emmanoel Campelo (presidente interino) deveria ter convocado Elisa Leonel, superintendente mais antiga, para presidir a sessão – o que não ocorreu.
Já no dia 31 de janeiro, Campelo deveria ter, conforme O Globo, convocado o conselheiro, Wilson Diniz Wellisch, que havia sido nomeado presidente interino da Anatel – o que também não ocorreu. Outra suposta irregularidade estaria na remarcação de uma nova reunião. Assim, como alega a Copel Telecom, as reuniões não contaram com a presença do conselheiro Wellisch, e que Campelo teria exercido a função de presidente “maculando de ilegalidade irremediavelmente as deliberações e decisões do colegiado nessas ocasiões.”
Mais dificuldade na venda da Oi Móvel
Outro entrave à venda veio do Ministério Público Federal (MPF), que recomendou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que reprove a compra da Oi Móvel pelas concorrentes, devido a “violações à concorrência”. A avaliação da Procuradoria é que a operação é prejudicial ao mercado e que as teles feriram a lei ao formarem um consórcio para comprar a concorrente.
Em parecer, o procurador da República Waldir Alves, representante do MP junto ao órgão, determinou ainda a instauração de dois processos administrativos contra as três teles para apurar irregularidades. A TIM, em resposta ao MPF, informou nesta segunda-feira (7) que a operação de venda da Oi móvel da forma como foi desenhada preserva todo o ecossistema de telecomunicações brasileiro.
É aguardada para esta quarta-feira (9) que a operação seja analisada pelo Cade. Ainda segundo O Globo, as três concorrentes apresentaram uma nova proposta de acordo para a compra, mas os conselheiros do órgão indicaram a necessidade de contrapartidas mais rigorosas para a aprovação. A venda de seus ativos móveis vem sendo apontada como essencial para que a empresa saia da recuperação judicial, na qual se encontra desde 2016. Claro, Tim e Vivo arremataram os ativo de telefonia celular da Oi no final de 2020, pelo montante de R$ 16 bilhões.
Grupamento de ações da Oi
Mais um problema que o atraso na venda da unidade móvel pode causar é em suas ações. Diante do novo empasse, as ações da Oi fecharam novamente, nesta segunda-feira (7), abaixo de R$ 1. Isso já levou a tele a estudar um novo grupamento de suas ações, por conta do regulamento da B3 que determina que nenhuma ação de empresa pode ser negociada por preço unitário menor que R$ 1,00 por mais de três meses.
As ações da tele ficaram abaixo desse piso entre 10 de novembro e 26 de janeiro. Com um grupamento de ações, em tese, há mais espaço para desvalorização dos papéis. Diante da expectativa de resolução do impasse, as ações chegaram a se valorizar cerca de 40% neste ano, ficando acima de R$ 1,06, mas agora recuaram novamente.



