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EM NOTA TÉCNICA, GOVERNO FEDERAL APONTA CLOROQUINA COMO SEGURA, E VACINA, NÃO

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O médico cardiologista Marcelo Queiroga, indicado para ser o novo ministro da Saúde, e o atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, falam à imprensa no Ministério da Saúde.
O médico cardiologista Marcelo Queiroga, indicado para ser o novo ministro da Saúde, e o atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, falam à imprensa no Ministério da Saúde. - Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Contrariando orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a comunidade científica, uma nota técnica publicada pelo Ministério da Saúde, aponta falta de segurança das vacinas contra a Covid-19 e classifica a hidroxicloroquina como segura. Assinado pelo secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, Helio Angotti Neto, o relatório em questão serviu como base para o governo federal rejeitar as diretrizes da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao Sistema Único de Saúde (Conitec), que defendia que o “kit covid” no SUS para tratar pacientes com o novo coronavírus.

Em entrevista ao G1, Letícia Sarturi, mestre em imunologia pela Universidade de São Paulo e doutora em biociências e fisiopatologia pela Universidade Estadual de Maringá, contestou a nota do Ministério da Saúde. “Temos já muitos estudos bem conduzidos, de qualidade, mostrando que a hidroxicloroquina não tem eficácia contra a Covid-19. Além dos estudos em populações que mostram a efetividade das vacinas e sua segurança. E para somar a isto, temos os números que mostram a redução do número de óbitos com o avanço da cobertura vacinal. Então, é uma mentira contada pelo próprio ministério, que ignora a ciência”.

Ao rejeitar as diretrizes, Angotti Neto, no entanto, alegou “incerteza e incipiência do cenário científico diante de uma doença em grande parte desconhecida” e disse que a elaboração do parecer da Conitec “passou por processos de grande tumulto”, que “pode ter pressionado” membros da comissão.

Foto: Reprodução / Ministério da Saúde

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