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BOLSONARO DIZ QUE “É DO CENTRÃO” SOBRE CRÍTICAS POR INGRESSO NO PL

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BRASILIA, BRAZIL - SEPTEMBER 27: President of Brazil Jair Bolsonaro looks on during a ceremony on National Day For The Struggle Of People With Disabilities on September 27, 2021 in Brasilia, Brazil. Bolsonaro marks today his 1000th day as President of Brazil. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
BRASILIA, BRAZIL - SEPTEMBER 27: President of Brazil Jair Bolsonaro looks on during a ceremony on National Day For The Struggle Of People With Disabilities on September 27, 2021 in Brasilia, Brazil. Bolsonaro marks today his 1000th day as President of Brazil. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images) - Foto: Getty Images

O presidente Jair Bolsonaro minimizou nesta segunda-feira as críticas que sofre por sua filiação ao PL, partido que faz parte do Centrão. O presidente, que durante sua campanha à Presidência fez críticas ao grupo de legendas, disse que é "um cara do Centrão". —  Eu, pra conseguir disputar a eleição, tenho que ter um partido. É a mesma coisa do cara falar: "Ah, o Centrão". Poxa, vocês votaram num cara que foi do Centrão. Eu fui do PP por muito tempo. Fui do PTB, fui do então PFL — afirmou em entrevista ao canal "Jovem Pan News".

Depois de deixar o PSL, partido pelo qual foi eleito, em novembro de 2019, Bolsonaro ficou quase dois anos sem partido. Apesar de negociar seu ingresso em siglas de menor porte, o presidente decidiu ingressar no PL. O partido é comandado por Valdemar Costa Neto, condenado pelo Supremo Tribunal Federal no escândalo do Mensalão. Apesar disso, Bolsonaro afirmou que não se deve estigmatizar os políticos filiados a partidos do centrão.

— Agora, não quer dizer que todo mundo que está lá sejam pessoas que merecem sere rejeitadas pela sociedade. Tira o pessoal do centro, porque centrão é um nome pejoriativo, e procura o outro lado, é o quê? O PSOL? O PCdoB? O PT? A Rede? — disse Bolsonaro.

Durante sua campanha, tanto o presidente quanto alguns de seus auxliares fizeram críticas ao Centrão e prometeram um governo em que não existiria troca de cargos por apoio político. Na convenção que lançou a candidatura de Bolsonaro, o atual ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, chegou a ironizar o Centrão. – Se gritar pega centrão, não fica um meu irmão – cantarolou Heleno na época.

Foto: divulgação

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