BOLSONARO AFIRMA QUE NÃO VAI INTERFERIR NO PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS

BRASILIA, BRAZIL - SEPTEMBER 27: President of Brazil Jair Bolsonaro looks on during a ceremony on National Day For The Struggle Of People With Disabilities on September 27, 2021 in Brasilia, Brazil. Bolsonaro marks today his 1000th day as President of Brazil. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images) - Foto: Getty ImagesO presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou neste domingo, 24, que a Petrobras "fica amarrada" à política de preços atual e que não haverá interferência do governo para conter a alta. O chefe do executivo brasileiro se defendeu das críticas que vem sofrendo em decorrência da inflação e do preço dos combustíveis. "Não vamos interferir no preço de nada porque isso já foi feito no passado e não deu certo", garantiu o presidente, que estava ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes.
A fala do gestor federal vai de encontro com aquilo defendido por ele mesmo em maio deste ano, quando modificou o comando da Petrobras. Após insatisfação com os constantes aumentos no preço do combustível, o general Joaquim Silva e Luna foi nomeado pelo presidente para ocupar o cargo a frente da estatal. "Da nossa parte, eu troquei o comando da Petrobras. No começo, foi um escândalo. É para interferir mesmo, eu sou o presidente. Ou eu assumo e tenho que manter todo mundo empregado?", disse Bolsonaro em encontro com apoiadores.
Nas últimas semana, o governo de Bolsonaro tem sofrido com criticas, devido a decisão de furar o teto de gastos com o intuito de viabilizar o programa Auxilio Brasil, que irá substituir o Bolsa Família. Recentemente, a própria permanência de Paulo Guedes na pasta da Economia chegou a ser questionada, após uma onda de demissões na equipe do ministério. Bolsonaro ainda falou sobre a possibilidade de privatização da Petrobras. "Não tenho poder de interferir sobre a Petrobras. Estou conversando com o Paulo Guedes sobre o que fazer com ela no futuro", afirmou.
Após as criticas, Guedes sustentou a ideia de defender pilares liberais e de controle dos gastos públicos. O titular da pasta pontuo que defende o teto de gastos, entretanto, o governo pretende furá-lo. "Todos sabem que eu defendo o teto. O teto é uma bandeira nossa de austeridade [...] Eu sou defensor e vou continuar defendendo o teto. Vou continuar defendendo as privatizações. Mas o presidente tem que tomar uma decisão muito difícil. Se ele respeitar o teto, deixa 17 milhões passando fome", explicou o ministro.
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