EX-MINISTRO DA FAZENDA DIZ QUE GOVERNO COMETEU TRAPALHADA ADMINISTRATIVA COM AUXÍLIO BRASIL

Brazilian President Jair Bolsonaro gestures as he speaks during the announcement of support measures to philanthropic hospitals in the fight against the novel coronavirus disease, COVID-19, at Planalto Palace in Brasilia, on March 25, 2021. - Brazil's death toll in the coronavirus pandemic surpassed 300,000 on March 24, as a deadly surge that has pushed hospitals to the brink made it the second country after the United States to pass the bleak milestone. (Photo by EVARISTO SA / AFP) - Foto: AFPO ex-ministro da Fazenda Maílson da Nobrega classificou a decisão de deixar fora do teto de gastos os custos do novo Auxílio Brasil como uma “trapalhada administrativa”. Para Nobrega, a proposta é uma “barbeiragem” para tentar alavancar a popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “Foi uma barbeiragem. O presidente deve ter pressionado para que o projeto fosse apressado para alavancar sua popularidade e o mercado reagiu mal. Trata-se de um misto de populismo fiscal com trapalhada administrativa. O mercado até melhorou depois que a cerimônia foi cancelada”, afirmou ao jornal O Globo.
Para o ex-ministro, a medida sinaliza uma piora no quadro fiscal e, na tentativa de buscar espaço fiscal, “vão dar calote nos precatórios, o que é uma violação de contrato e uma vergonha para uma equipe econômica que se diz ultraliberal”. Para o economista-chefe da RPS Capital, Gabriel de Barros, ao não respeitar uma das principais âncoras fiscais, o governo mina a confiança do investidor, principalmente a do estrangeiro, que corresponde a 47% dos que investem na Bolsa brasileira, a B3. “A impressão que passa é que o Brasil não cumpre nem os contratos que assina consigo mesmo, que é um país com baixa segurança institucional e que pode mudar a regra do jogo a qualquer momento”, alertou.
Foto: Divulgação / Presidência República



