Sol -° | Salvador
lupa
ECONOMIA

BOLSONARO DIZ QUE CPI DA COVID SÓ PRODUZIU ‘ÓDIO E RANCOR’

Compartilhe a matéria

Facebook
Whatsapp
Twitter
icone do google Siga o Bahia Econômica
Brazilian President Jair Bolsonaro gestures as he speaks during the announcement of support measures to philanthropic hospitals in the fight against the novel coronavirus disease, COVID-19, at Planalto Palace in Brasilia, on March 25, 2021. - Brazil's death toll in the coronavirus pandemic surpassed 300,000 on March 24, as a deadly surge that has pushed hospitals to the brink made it the second country after the United States to pass the bleak milestone. (Photo by EVARISTO SA / AFP)
Brazilian President Jair Bolsonaro gestures as he speaks during the announcement of support measures to philanthropic hospitals in the fight against the novel coronavirus disease, COVID-19, at Planalto Palace in Brasilia, on March 25, 2021. - Brazil's death toll in the coronavirus pandemic surpassed 300,000 on March 24, as a deadly surge that has pushed hospitals to the brink made it the second country after the United States to pass the bleak milestone. (Photo by EVARISTO SA / AFP) - Foto: AFP

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta quarta-feira (20), que a CPI da Pandemia não fez nada de produtivo para o Brasil, a não ser despertar “ódio e rancor”. “Como seria bom se aquela CPI tivesse fazendo algo de produtivo para o nosso Brasil. Tomaram o tempo de nosso ministro da saúde, de servidores, de pessoas humildes e de empresários. Nada produziram a não ser o ódio e o rancor entre alguns de nós”, disse o mandatário durante evento na cidade de Russas, no Ceará.

A CPI apresentou nesta quarta seu relatório final. Com cerca de 1.200 páginas, o documento acusa o governo de agir de forma dolosa, ou seja, intencional, na condução da pandemia, tornando-se responsável pelas milhares de vidas perdidas ao longo dos últimos meses. Bolsonaro disse que ele e a sua gestão não tiveram culpa de “absolutamente nada” na pandemia. E que foi a CPI quem fez ministros e servidores perderem tempo nas audiências no momento em que poderiam estar combatendo a doença.

“Sabemos que não temos culpa de absolutamente nada. Sabemos que fizemos a coisa certa desde o primeiro momento”, disse. Antes, Bolsonaro valorizou o fato de ter provocado aglomerações nos períodos mais graves da crise sanitária. Ele disse que com o intuito de “interpretar os sinais do povo” ele “mesmo na pandemia”, esteve “no meio de vocês”. “Não adianta querer me pressionar a me afastar de vocês porque eu não consigo. Eu levo a mensagem para vocês diferente da do pavor”, disse.

Durante o seu discurso, apoiadores gritaram “Renan vagabundo”, em referência ao relator da CPI, o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Bolsonaro não entendeu de imediato o coro e, depois de se inclinar na direção ao ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, que cochichou no seu ouvido e, em seguida, Bolsonaro conclui: “A voz do povo é a voz de Deus”.

Foto: Divulgação / Presidência da República

Mais lidas

seta para cima