SALVADOR PODE RETOMAR TOTALMENTE AULAS PRESENCIAIS NA PRÓXIMA SEMANA

Pupils wearing protective masks write during a class at Françoise-Giroud middle school in Vincennes, east of Paris, on September 1, 2020, on the first day of the school year amid the Covid-19 epidemic. - French pupils go back to school on September 1 as schools across Europe open their doors to greet returning pupils this month, nearly six months after the coronavirus outbreak forced them to close and despite rising infection rates across the continent. (Photo by Martin BUREAU / AFP) - Foto: AFPEsta semana a prefeitura de Salvador vai decidir se retoma às aulas totalmente presenciais a partir de segunda-feira (27). Atualmente, os estudantes da rede municipal estão no modelo híbrido, ou seja, com aulas presenciais em alguns dias e aulas virtuais em outros. A expectativa é tornar tudo presencial a partir da próxima semana.
Segundo informações do jornal Correio, o prefeito Bruno Reis disse que nos próximos dias vai analisar os números para tomar uma decisão. “A rede privada já voltou de forma presencial, e nosso desejo é ter as condições para poder voltar a partir de segunda-feira com as aulas presenciais na rede pública municipal. Estamos avaliando e ainda esta semana vamos tomar uma decisão”, disse durante a assinatura da ordem de serviço para a requalificação da Lagoa da Timbalada, no bairro do Cabula, nesta terça-feira (21).
Bruno Reis destacou que os números estão em queda em Salvador e no restante da Bahia, e a vacinação está avançando. A taxa de ocupação dos leitos de UTI e clínicos está em 24% na capital baiana. Na Bahia, está em 28% e 18%, respectivamente. “Com o avanço da vacinação e as medidas adotadas a cada dia nós vamos ganhando mais força para enfrentar a variante Delta. Até então, [a variante Delta] não tem tido impacto no nosso sistema de saúde, tanto a prefeitura como o governo do estado estão desmobilizando leitos e os índices de ocupação estão caindo. Em setembro, as UPAs estão amanhecendo sem pacientes aguardando por regulação”, afirmou.
Já o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado da Bahia (APLB) discorda. O coordenador-geral da entidade, Rui Oliveira, disse que a categoria não foi consultada e que pretende se reunir com o prefeito até a sexta-feira (24) para discutir o assunto.
“Precisamos ser ouvidos. Primeiro, a variante Delta é uma realidade em todo o mundo. Segundo, as escolas não podem reduzir o distanciamento de 1,5 metro para 1 metro, porque isso contraria as recomendações de biossegurança. Terceiro, colocar 40 crianças dentro de uma sala de aula é irresponsabilidade”, declarou.
Foto: Martin Bureau/AFP



