‘PROVAS’ DE BOLSONARO SOBRE FRAUDE EM URNAS SÃO VÍDEOS ANTIGOS COM ALEGAÇÕES FALSAS, DIZ JORNAL

Brazilian President Jair Bolsonaro gestures as he speaks during the announcement of support measures to philanthropic hospitals in the fight against the novel coronavirus disease, COVID-19, at Planalto Palace in Brasilia, on March 25, 2021. - Brazil's death toll in the coronavirus pandemic surpassed 300,000 on March 24, as a deadly surge that has pushed hospitals to the brink made it the second country after the United States to pass the bleak milestone. (Photo by EVARISTO SA / AFP) - Foto: AFPO presidente Jair Bolsonaro afirmou que apresentaria na noite desta quinta-feira, 29, provas de fraude nas eleições. Isso não aconteceu. O que ele fez foi apresentar vídeos antigos que circulam nas redes sociais e repetir alegações falsas já desmentidas pelo Projeto Comprova, pelo Estadão Verifica e por outras agências de checagem. Veja o apanhado de falsidades na lista abaixo:
Como parte das “provas”, Bolsonaro mostrou um vídeo no qual um homem alega ser “fácil fraudar” as urnas eletrônicas por meio de alterações no código-fonte. Isso é falso. Conforme o TSE explicou ao Projeto Comprova e como confirmou um especialista em tecnologia, o código-fonte tem mecanismos de segurança que impedem que a urna funcione com arquivo modificado.
O código-fonte é desenvolvido por uma equipe restrita do TSE e de alguns colaboradores. Ele tem mecanismos de criptografia que impedem que seja modificado após ser lacrado. Antes disso, ele é colocado à prova nos chamados Teste Públicos de Segurança. Os interessados, de pessoas da sociedade civil até partidos, têm acesso a ele para tentar hackeá-lo. Isto é, buscam fragilidades e falhas do sistema, e a Justiça Eleitoral as corrige.
Diferentemente dos computadores comuns, cada urna conta com uma “cadeia de confiança” que verifica a autenticidade e a integridade de cada componente. Ou seja, impede que softwares alheios à Justiça Eleitoral sejam carregados e executados. O Projeto Comprova consultou Paulo Lício de Geus, professor do Instituto de Computação e CIO da Universidade Estadual de Campinas, que esclareceu não ser possível programar votos como mostra o vídeo. Segundo o especialista, as imagens foram usadas para enganar pessoas que não entendem de computação por meio de um programa de demonstração, mas que não têm relação com o sistema do TSE, exceto a aparência do painel.
Foto: divilgação



