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GUEDES: MAIOR TARIFA AGORA EVITA CHOQUE ENERGÉTICO EM 2022

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante pronunciamento sobre preço dos combustíveis e a política de reajustes adotada pela Petrobras.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante pronunciamento sobre preço dos combustíveis e a política de reajustes adotada pela Petrobras. - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira que o governo se antecipou à possibilidade de uma crise hídrica mais grave em 2022 e afastou qualquer possibilidade de racionamento de eletricidade nos próximos meses.

"O ministro (de Minas e Energia) Bento Albuquerque se antecipou a um cenário mais grave para o próximo ano. Com a bandeira vermelha (nas contas de luz) desde já, haverá uma redistribuição da energia de um ano para o outro. Ou seja, estamos antecipando um choque energético em vez de ter (um mais grave) em 2022", afirmou, em videoconferência realizada pelo jornal Valor Econômico.

Segundo Guedes, a bandeira vermelha mais elevada no consumo e o uso de fontes mais caras - como térmicas - em 2021 deve ser capaz de preservar os reservatórios das hidrelétricas. "O ministro Bento nos garante que não teremos um choque de oferta brutal (de energia). Além disso, com a privatização da Eletrobras, a estimativa é de que o custo da eletricidade caia em até 7%", completou.

Questionado se, apesar dessas medidas, o País ainda corre o risco de voltar a passar por um racionamento de eletricidade, o ministro descartou essa hipótese. "Se a economia crescer 6% neste ano, no próximo e em 2023, aí teremos um problema bom. Mas não é esse o cenário", respondeu.

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

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