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TÍTULOS DO TESOURO DIRETO OPERAM PRÓXIMOS DA ESTABILIDADE

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TÍTULOS DO TESOURO DIRETO OPERAM PRÓXIMOS DA ESTABILIDADE

Após apresentarem alta na sessão anterior, os títulos públicos negociados no Tesouro Direto operavam próximos da estabilidade na abertura dos negócios desta terça-feira (8), em dia de dados do varejo acima do esperado no Brasil e discussões sobre a extensão do auxílio emergencial. O título com retorno prefixado e vencimento em 2024 pagava uma taxa anual de 7,88%, ante 7,89% na tarde de segunda-feira (7). Da mesma forma, o Tesouro Prefixado 2026 oferecia um prêmio de 8,32% ao ano, ante 8,34% pagos anteriormente.

Entre os títulos indexados à inflação, o prêmio do Tesouro IPCA+2026 era de 3,39% nesta manhã, contra 3,38% no pregão anterior, enquanto a taxa do papel para 2035 era de 4,07% – a mesma paga no último pregão.

Confira os preços e as taxas atualizadas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto nesta terça-feira (8):

Vendas no varejo, CPI da Pandemia e auxílio emergencial

Na agenda doméstica do dia, as vendas do comércio varejista subiram 1,8% em abril de 2021 ante março, na série com ajuste sazonal. Na comparação com abril do ano passado, o volume de vendas no varejo cresceu 23,8%. O resultado veio bem acima do esperado pelos economistas consultados pela Refinitiv, de alta de 0,1% na base de comparação mensal, e de alta de 19,8% na base anual.⠀

Entre os indicadores de inflação, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 3,40% em maio, após um avanço de 2,22% em abril. Com o resultado, o IGP-DI acumulou alta de 14,13% no ano e avanço de 36,53%, em 12 meses. Já no cenário político, os investidores repercutem informações divulgadas pela Reuters de que o governo federal planeja estender por mais dois meses o auxílio emergencial de R$ 250, até setembro de 2021.

A extensão do programa seria custeada, segundo a agência de notícias, por um crédito extraordinário de R$ 12 bilhões a ser enviado ao Congresso e outros R$ 7 bilhões que já estão disponíveis no orçamento autorizado para o programa. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo também fala sobre a possibilidade de estender o auxílio até setembro, e estima um custo de R$ 18 bilhões.

Segundo o jornal, o acerto é costurado entre os ministros da Economia, Paulo Guedes, e o da Cidadania, João Roma. Já as parcelas devem se manter entre R$ 150 e R$ 375. Ainda de acordo com o jornal, a extensão do auxílio é justificada por membros do governo sob o argumento de que governos estaduais pretendem acelerar a vacinação nos próximos meses. Em declarações públicas, os presidentes do Congresso vêm deixando, no entanto, clara sua preocupação em estabelecer um programa social permanente que substitua ou amplie o Bolsa Família.

Na avaliação do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), uma prorrogação do auxílio não seria “a melhor solução”. Já o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) defende que o pagamento do auxílio seja estendido por mais um ou dois meses, em adição à criação de um programa de renda permanente. No noticiário de coronavírus, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia ouve novamente hoje o ministro da Saúde Marcelo Queiroga. O reencontro já havia sido aprovado duas semanas atrás, mas foi antecipado após o anúncio de que o Brasil será sede da Copa América.

Foto: divulgação

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