CPI DA PANDEMIA QUER CONVOCAR JOÃO ROMA PARA FALAR SOBRE COPA AMÉRICA

O senador Fernando Bezerra Coelho e o deputado João Roma durante reunião da comissão mista que analisa a Medida Provisória 870/19. - Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilO senador Humberto Costa (PT) protocolou um pedido de convocação do ministro da Cidadania, João Roma, para prestar depoimento na CPI da Pandemia, no Senado. Em sua justificativa, Costa defende que o ministro preste depoimento por ele ser o responsável pela área de esportes do governo federal, após decisão de o Brasil sediar a Copa América, competição que está prevista para iniciar na próxima semana, no dia 13 de junho.
“A convocação do senhor João Roma, Ministro da Cidadania, ministério ao qual está ligada a Secretaria Especial do Esporte, para prestar depoimento perante esta Comissão Parlamentar de Inquérito, como testemunha, sobre a decisão do Brasil de receber a Copa América”, afirma o senador em sua justificativa. O requerimento foi protocolado no última sexta, 4, e deve ser apreciado esta semana.
Desde o anúncio da realização da Copa América, nem o ministro, nem a pasta tocaram no assunto. O Ministério da Cidadania foi criado no governo Bolsonaro e é um órgão da administração federal direta composto pela unificação dos Ministérios do Esporte e do Desenvolvimento Social, área que João Roma tem dado mais prioridade.
No mês passado, o presidente Jair Bolsonaro informou ao Comitê Olímpico Internacional (COI) que João Roma iria representá-lo nos jogos olímpicos de Tóquio, que acontece entre os dias 23 de julho a 8 de agosto deste ano. Ontem à noite, 5, Bolsonaro participou de uma teleconferência com dirigentes da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), responsável pela organização da Copa América. Na mensagem, o mandatário afirmou que o governo brasileiro está pronto para colaborar na organização do torneio.
Para o senador Humberto Costa, é consenso entre os especialistas que não é o momento de o Brasil sediar um torneio internacional de futebol porque o país deverá enfrentar uma terceira onda na pandemia de Covid-19, que poderá ser ainda mais grave que as anteriores.



