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DIA DAS MÃES DEVE MOVIMENTAR R$ 12 BILHÕES NO COMÉRCIO EM 2021,DIZ CNC

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Portrait of father and children congratulate mother on mother's day and give her gifts at home. Mother's day celebration concept.
Portrait of father and children congratulate mother on mother's day and give her gifts at home. Mother's day celebration concept. - Foto: Portrait of father and children congratulate mother on mother's day and give her gifts at home. Mother's day celebration concept.

Apesar da continuação da pandemia, o Dia das Mães de 2021 promete ser mais promissor para o varejo brasileiro. A expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é que o volume movimentado pela data alcance R$ 12,12 bilhões, um avanço expressivo em relação a 2020, quando as vendas tiveram o maior recuo da série histórica (-33,1%), durante o ápice das medidas restritivas.

Em maio do ano passado, a primeira onda da covid-19 impôs severas restrições ao comércio de todo o País, de forma inédita. "Foi preciso uma adaptação brusca no começo, que o setor soube fazer muito bem. Além disso, as lojas físicas ainda são muito importantes e estavam fechadas há um ano. Agora, a economia se reorganiza neste período, o que dá oportunidade de termos uma movimentação financeira melhor", explica o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Por movimentar praticamente todos os segmentos do varejo, o Dia das Mães é considerado o "Natal do primeiro semestre". O ramo de vestuário, calçados e acessórios responde pela maior fatia das vendas e, em 2021, tem previsão de faturamento de R$ 4,09 bilhões. No mesmo período do ano passado, as vendas deste segmento despencaram 62,7%, em comparação com 2019. Na sequência, devem aparecer os ramos de móveis e eletrodomésticos (R$ 2,38 bilhões) e farmácias, perfumarias e cosméticos (R$ 1,52 bilhão).

Embora haja avanço, o volume de vendas no Dia das Mães deverá ficar abaixo do registrado no mesmo período de 2019, ano anterior à pandemia. O economista da CNC responsável pelo estudo, Fabio Bentes, explica que as condições econômicas para o consumo no curto prazo dificultam o avanço mais substancial das vendas no comércio. "O mercado de trabalho está travado, o que se soma às condições de crédito menos favoráveis e à inflação acima do desejável. São empecilhos adicionais à expansão do volume de vendas neste momento, em comparação a 2019", afirma o economista.

Dos 17 itens que compõem a cesta de bens e serviços avaliados, apenas cinco se encontram mais baratos do que há um ano, com destaque para as variações observadas nos preços de bolsas (-7,6%), artigos de maquiagem (-6,3%) e livros (-3,1%). Por outro lado, aparelhos de TV, som e informática (+19,2%) e joias e bijuterias (+14,4%) acusam altas de preço expressivas nos últimos 12 meses. Na média, os preços desses bens ou serviços apresentam a maior variação de preços dos últimos cinco anos.

Foto: Freepik

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