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ECONOMIA

GUEDES FAZ MUDANÇAS NO MINISTÉRIO E TROCA FAZENDA E TESOURO

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(Brasília - DF, 19/08/2020) Solenidade de Sanção de Medidas Provisórias de Facilitação de acesso ao Crédito.
Foto: Alan Santos/PR
(Brasília - DF, 19/08/2020) Solenidade de Sanção de Medidas Provisórias de Facilitação de acesso ao Crédito. Foto: Alan Santos/PR - Foto: Alan Santos/PR

O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou nesta terça-feira, 27, as mudanças em postos-chave de sua equipe e atribuiu a decisão a um "desgaste natural" sofrido por secretários que tiveram de atuar "na defesa" e precisaram com frequência dizer "não" a diversos pedidos. Apesar de as mudanças virem na esteira dos embates em torno do Orçamento de 2021, o ministro negou que tenha havido pressão política para as trocas. Guedes anunciou que o atual secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, será remanejado para a assessoria especial da pasta. Em seu lugar, será nomeado o atual secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, como mostrou o Broadcast/Estadão Na hierarquia do Ministério da Economia, o Tesouro é ligado à Fazenda.

O ministro confirmou também a ida de Jeferson Bittencourt, atual assessor na articulação com o Congresso, para o posto de Funchal. Guedes também anunciou a saída do Secretário de Orçamento Federal, George Soares, que será substituído por Ariosto Culau, servidor de carreira que já foi secretário-executivo-adjunto da Fazenda no governo Michel Temer. Foi confirmada ainda a saída de Vanessa Canado da assessoria especial para reforma tributária, que será substituída por Isaías Coelho. No momento do anúncio das mudanças, Guedes estava ladeado por Waldery e Funchal, aos quais buscou fazer elogios e agradecimentos. O ministro tentou desfazer a imagem de que Waldery foi demitido do cargo e disse "prestigiar seus combatentes".

"Queria deixar registrado que isso não é demissão", disse Guedes O ministro fez questão de ressaltar que não há a demissão de alguém que foi "leal" e afirmou que as mudanças já vinham sendo conversadas internamente há cerca de dois ou três meses - antes, portanto, da negociação do Orçamento. "O que está acontecendo é remanejamento da equipe, justamente para facilitar negociações com Congresso", afirmou.

Foto: divulgação

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