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ARAS BLOQUEIA REPASSE DE QUASE R$ 300 MI A FUNDAÇÃO IDÊNTICA À LAVA JATO

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O procurador Geral da República, Augusto Aras, durante sessão do STF que retoma julgamento sobre o compartilhamento de dados bancários e fiscais.
O procurador Geral da República, Augusto Aras, durante sessão do STF que retoma julgamento sobre o compartilhamento de dados bancários e fiscais. - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O procurador-Geral da República, Augusto Aras, resolveu bloquear o que se identificou como desvio de finalidade, um depósito no valor de R$ 270 milhões da J&F exigidos pelo Ministério Público do Distrito Federal.

A exemplo do que aconteceu em Curitiba, o ramo brasiliense do Ministério Público Federal (MPF) planejava montar uma fundação para administrar o dinheiro recolhido com as empresas denunciadas, de acordo com reportagem do portal Conjur.

O depósito relacionado ao acordo de leniência da holding da JBS foi feito na última quinta-feira, 3. Com isso, Augusto Aras alertou a subprocuradora-geral da República Maria Iraneide Olinda Santoro Facchini, coordenadora da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão, informando-a de que a destinação correta do dinheiro seria o Fundo de Direitos Difusos ou revertidos em favor da União.

Nele, Aras associa a manobra à que foi bloqueada por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. No caso, o ministro suspendeu acordo semelhante do consórcio da "lava jato" de Curitiba que previa a criação de uma fundação com R$ 2,5 bilhões da Petrobras.

A intenção dos procuradores do Distrito Federal é destinar parte dos recursos desse acordo, no valor total de R$ 10,3 bilhões, para um projeto de investimento na prevenção e no “controle social da corrupção”. Essa campanha educativa teria um custo de R$ 2,3 bilhões.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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