GUEDES CONFIRMA RETORNO DE AUXÍLIO EM CASO DE NOVA ONDA DE CONTAMINAÇÃO

Paulo Guedes, Brazil's economy minister, speaks during the Brasil Investment Forum in Sao Paulo, Brazil, on Thursday, Oct. 10, 2019. The event highlights investment opportunities in strategic industries in the Brazilian economy, such as infrastructure, energy, agribusiness, technology and innovation. Photographer: Patricia Monteiro/Bloomberg - Foto: BloombergO ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou que o auxílio emergencial pode voltar a ser pago em 2021, caso haja uma nova onda de Covid-19 no país. A informação foi revelada em teleconferência com a agência Bloomberg, nesta terça-feira (10). “Deixamos bem claro para todo mundo. Se houver uma segunda onda no Brasil, temos já os mecanismos. Digitalizamos 64 milhões de brasileiros. Sabemos quem são, onde estão e o que eles precisam para sobreviver”, disse o ministro.
Durante o momento de pico da pandemia, o governo pagou auxílio no valor de R$ 600 para a população, mas o ministro planejava pagar R$ 200. Cinco meses após pagamento dos R$ 600, o governo reduziu o valor do auxílio para R$ 300. De acordo com informações da Folha de S.Paulo, o ministro afirmou ainda que, embora os gastos com a Covid-19 representem mais de 8% do Produto Interno Bruto (PIB), uma eventual segunda onda de contaminação teria impacto menor na economia do país. Na estimativa de Guedes, podem ser gastos 4% do indicador brasileiro, já que é possível “filtrar os excessos” – não especificados pelo ministro.
Guedes acrescentou que novos gastos serão feitos apenas em caso de demanda, não no período de contaminação em declínio. “Nós estamos prontos para agir se a doença vier novamente, mas certamente não agiremos [dessa forma] se ela for embora”, acrescentou.
Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil



