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CODESAL TENTA LOCALIZAR DONO DO IMÓVEL DE NAZARÉ

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CODESAL TENTA LOCALIZAR DONO DO IMÓVEL DE NAZARÉ

Toda vez que os moradores do bairro de Nazaré, em Salvador, precisavam transitar pela calçada próximo da Escola de Engenharia, na Avenida Joana Angélica, apertavam o passo. Isso porque a fachada do prédio que fica ao lado da instituição apresentava risco de desabamento, e desabou na noite desta segunda-feira (2). O casarão já estava sendo monitorado pela Defesa Civil (Codesal) e o proprietário procurado desde agosto.

O acidente aconteceu por volta das 20h. Moradores contaram que ouviram um barulho, como se fosse um estalo, e logo depois os tijolos ruíram junto com pedaços de madeira velha e o telhado. Um homem que mora em frente ao casarão contou que o edifício já estava com o teto comprometido e que o risco de desabamento era evidente.

“Da minha janela, a gente conseguia ver o teto do prédio e ele estava rebaixado, como se estivesse afundando. A fachada não estava tão deteriorada, mas tinha uma rachadura que chamava a atenção. Há uns dois meses uma janela caiu. Por sorte, não passava ninguém na hora. Ligamos para a Codesal e no dia seguinte eles apareceram”, contou um morador que disse não conhecer o proprietário e que pediu para não ser identificado.

A Defesa Civil afirmou que a última vistoria feita no imóvel foi em 31 de agosto e que os engenheiros do órgão identificaram uma obra sendo realizada de maneira irregular. Não havia alvará da prefeitura. Desde então, eles estão tentando localizar o proprietário, mas ainda não tiveram sucesso. Localizar os donos de imóveis danificados é uma das principais dificuldades do Projeto Casarões, realizado pela Codesal. As equipes usam dados da Secretaria da Fazenda, de órgãos tombadores e faz contato com vizinhos para tentar identificar os proprietários, mas nem sempre conseguem um bom resultado.

A coordenadora do projeto e subcoordenadora de Áreas de Risco, Rita Jane Moraes, contou que o órgão está monitorando a situação de 1.290 imóveis desse tipo na capital. Os casarões são classificados em cinco categorias: sem risco de desabamento (120), baixo risco (335), médio risco (475), alto risco (230), e risco muito alto (130). “A gente faz um trabalho de acompanhamento desses casarões, sendo que 75% deles estão ocupados e 25% desabitados. Muitos estão tombados ou em poligonais de tombamento. O imóvel que desabou não estava em uma poligonal, mas não sabemos a situação dele”, afirmou.

(Foto: Arisson Marinho/ CORREIO)

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