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MAIA DESCARTA PRORROGAR ESTADO DE CALAMIDADE

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Deputado Rodrigo Maia durante a sessão de votação s da reforma da previdência, na Câmara dos Deputados. Brasilia, 10-07-2019. Foto: Sérgio Lima/PODER 360
Deputado Rodrigo Maia durante a sessão de votação s da reforma da previdência, na Câmara dos Deputados. Brasilia, 10-07-2019. Foto: Sérgio Lima/PODER 360 - Foto: Foto: Sérgio Lima

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou no sábado (17) que não pretende pautar uma extensão do estado de calamidade, declarado em razão da pandemia do novo coronavírus.

O decreto que reconhece o estado de calamidade autorizou a União a não cumprir a meta fiscal prevista para este ano e a elevar gastos públicos para financiar as ações de enfrentamento à crise gerada pela pandemia.

Esse estado de calamidade tem data para acabar: 31 de dezembro de 2020, mas uma parte do Congresso vem defendendo a extensão do decreto até o início de 2021 como saída para permitir um aumento de despesas no ano que vem. Isso viabilizaria uma nova prorrogação do auxílio emergencial pago pelo governo para trabalhadores informais e a criação do Renda Cidadã, programa que substituiria o Bolsa Família.

Maia, que participou de um evento na internet promovido por uma corretora, afirmou que estender esse estado de calamidade passaria a investidores "uma sinalização muito ruim" sobre o compromisso do país com a responsabilidade fiscal.

"Prorrogar a calamidade, em tese, vai gerar a prorrogação da PEC da Guerra e, automaticamente, prorrogando a PEC da Guerra vai passar uma sinalização muito ruim para aqueles que confiam e precisam da credibilidade da âncora fiscal para continuar investindo ou voltar a investir nesse país", disse o presidente da Câmara. ( Com informações da TV Globo)

Foto: Sérgio Lima/Poder 360

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