EXPORTAÇÕES BAIANAS RECUAM 25,8% EM SETEMBRO

Imagens aéreas (Orla, Avenida Paralela, Parque de Pituaçu, Estação de Água da Boladeira, Imbuí, Complexo Viário do Imbuí / Curralinho, Pernambués, Saramandaia, Terminal Marítimo, Terminal Náutico, Mercado Modelo, Elevador Lacerda, Forte São Marcelo, Cruz Caída, Convento do Carmo, Salinas das Margaridas, Enseada do Paraguaçu, Bom Despacho, Ponta de Areia, Ribeira, Arena Fonte Nova, Gamboa, Avenida Pinto de Aguiar, Abaeté, Aeroporto, Via Expressa Baía de Todos os Santos, Porto de Salvador, Estaleiro do Paraguaçu, Mineração, Fazenda, Universidade do Estado da Bahia ( UNEB ), Rio Vermelho, Amaralina, Pituba, Complexo Viário 2 de Julho, Polo Petroquímico de Camaçari, Fábrica da Ford, Hospital do Subúrbio, Parque São Bartolomeu, Bacia do Cobre, Hospital Roberto Santos, Feira de São Joaquim, 2º Distrito Naval, Centro Histórico, Bahia Marina, Museu de Arte Moderna ( MAM ), Solar do Unhão, Yatch Clube da Bahia, Porto da Barra, Farol da Barra, Igreja de Santo Antônio, Forte de Santo Antônio e Shopping Aeroclube). Foto: Manu Dias/GOVBA - Foto: Imagens aéreas (Orla, Avenida Paralela, Parque de Pituaçu, Estação de Ãgua da Boladeira, ImbuÃ, Complexo Viário do Imbuà / Curralinho, Pernambués, Saramandaia, Terminal MarÃtimo, Terminal Náutico, Mercado Modelo, Elevador Lacerda, Forte São...As exportações baianas tiveram uma de queda de 25,8% em setembro, comparado a igual mês de 2019, alcançando US$ 614,4 milhões. As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan).
O resultado negativo é debitado à redução nos embarques de produtos agrícolas, como soja e algodão, devido à entressafra e antecipação de embarques à China. Também contribuíram para o desempenho ruim no mês, a queda na demanda e nos preços da celulose, dos derivados de petróleo, e dos produtos petroquímicos, que tiveram recuos acentuados de preços e de embarques por conta ainda dos receios do mercado de um não arrefecimento da pandemia e da consequente falta de recuperação da demanda global.
Também no mês passado, e na mesma base de comparação, as importações caíram 5,3%, atingindo US$ 478,1 milhões, o que já indica pequena reação na ponta, refletindo o aumento esperado da retomada das atividades no segundo semestre, mas ainda bastante pressionadas pelo real extremamente desvalorizado.
Na comparação com os nove primeiros meses do ano passado, o valor das exportações baianas teve retração de 8,5%, alcançando US$ 5,51 bilhões. O volume embarcado, por sua vez, exibe crescimento de 27%, o que tem relação direta com a safra recorde de grãos colhida no estado, já que os preços médios dos produtos vendidos ao exterior desvalorizaram-se 28% no período. Também houve queda nas importações no ano, de 35% a US$ 3,41 bilhões, reflexo direto da pandemia, que afetou mais fortemente as importações através do choque na atividade interna e da forte depreciação cambial.
A corrente de comércio, que soma os valores vendidos e comprados, indicando dinamismo econômico, recuou 20,8% no ano até setembro. O saldo por sua vez é 168,1% maior que em igual período de 2019, em função do recuo maior das importações que o das exportações.
Na análise trimestral, as exportações tiveram queda de 13,9% ante o terceiro trimestre de 2019, mas inferior ao tombo do segundo trimestre, apogeu da pandemia, que chegou a (-15,1%), sempre na comparação com o mesmo período do ano passado. Os melhores números do terceiro trimestre, apesar do recuo, devem-se ao excepcional volume embarcado do complexo soja e da celulose, que tiveram em julho seu maior mês de escoamento.
Para as importações, o terceiro trimestre apresenta o pior resultado do ano até agora (-42,4%), na mesma base de comparação, ante quedas de 32,3% no segundo trimestre e de 30,1% no primeiro trimestre. A contração das compras externas, portanto, vem sendo registrada ao longo de todo o ano, impactada pela frustrada recuperação da economia, ainda no primeiro trimestre, mas se acentuou a partir da pandemia, em função do câmbio desfavorável e da contração da demanda doméstica, sob os efeitos do isolamento social e da atividade econômica parcialmente paralisada.
Entre janeiro e setembro, as exportações do agronegócio somaram US$ 2,71 bilhões, uma elevação de 3,7% na comparação com período equivalente do ano passado. O movimento de expansão não foi observado em outras áreas. A indústria de transformação e extrativa, que inclui minérios e derivados de petróleo, recuou 14,2% no período.
Com relação aos destinos, a maior parte dos países comprou menos produtos baianos neste ano. Houve redução para quase todos os destinos, exceto a Ásia e EUA.
De janeiro a setembro, houve retração de 9% das exportações para a América do Norte, embora para os EUA, tenha sido registrado incremento de 2,9%. Houve queda também para a União Europeia (-20,2%), para os países da América do Sul (-38%) e para o Mercosul (-41,4%).
Foto: Manu Dias/ Gov BA



