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SUPERMERCADOS NÃO FICARÃO DESABASTECIDOS, DIZ ABASE 

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Vitória (ES) - Supermercados lotados e com filas nos caixas e na entrada funcionam em horário reduzido. (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Vitória (ES) - Supermercados lotados e com filas nos caixas e na entrada funcionam em horário reduzido. (Tânia Rêgo/Agência Brasil) - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O presidente da Associação Baiana de Supermercadistas da Bahia (Abase), o empresário Joel Feldman, avaliou o atual momento da economia e o risco de desabastecimento nas prateleiras do país. Em entrevista Mário Kertész hoje (22), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, ele afirmou que a possibilidade é remota, mas pode ocorrer com determinados produtos. "Não acredito no desabastecimento. O Brasil é um grande produtor e tem uma indústria muito robusta, capaz de produzir não só para os brasileiros, mas para vários continentes. A gente alimenta boa parte do planeta. Não acredito em desabastecimento. Eventualmente e pontualmente, um ou outro produto pode ser que falte, como óleo de soja, mas rapidamente acho que a gente tem capacidade de retomar a produção e normalizar", declarou Feldman. Ainda segundo ele, três motivos baseiam a alta de preço de produtos como o arroz.

"A gente vive um momento que tem algumas razões para que essa inflação aconteça, especialmente na cesta de alimentos. A começar pelo arroz, tem três fatores específicos: desvalorização do real frente ao dólar, que fez com que nosso grão fosse amplamente exportado para a China, que é uma grande compradora de commodities e resolveu agora fazer estoque. O segundo fator é que os produtores de arroz vinham desacelerando o plantio. No período da pandemia, foi reduzida a área do plantio de arroz no Brasil. O terceiro é o auxílio emergencial, que possibilitou que mais de 50 milhões de brasileiros pudessem comprar um pouco mais de alimentos. Esses três fatores juntos fizeram com que o produto estivesse escasso. Por isso o preço sobe", afirma o presidente da Abase.

Joel Feldman avaliou os efeitos da pandemia de coronavírus para a economia global e qual o reflexo para o Brasil. "Esse momento da pandemia foi um momento crítico para a produtividade brasileira de uma maneira geral. Por conta disso, houve uma redução do plantio. E também porque os produtores de arroz alegam que o resultado estava muito ruim da operação, muito sofrida. A primeira oportunidade que tiveram para colocar o produto para fora, pago em dólar, esse produto foi exportado amplamente", destacou o empresário.

Foto: divulgação

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