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GUEDES: UNIÃO PODE QUEBRAR SE FOREM CRIADOS NOVOS FUNDOS

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Paulo Guedes, Brazil's economy minister, speaks during the Brasil Investment Forum in Sao Paulo, Brazil, on Thursday, Oct. 10, 2019. The event highlights investment opportunities in strategic industries in the Brazilian economy, such as infrastructure, energy, agribusiness, technology and innovation. Photographer: Patricia Monteiro/Bloomberg
Paulo Guedes, Brazil's economy minister, speaks during the Brasil Investment Forum in Sao Paulo, Brazil, on Thursday, Oct. 10, 2019. The event highlights investment opportunities in strategic industries in the Brazilian economy, such as infrastructure, energy, agribusiness, technology and innovation. Photographer: Patricia Monteiro/Bloomberg - Foto: Bloomberg

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira, 14, que a União pode quebrar se forem criados fundos, bancados pelo governo federal, para compensar estados e municípios por perdas de receitas geradas com a reforma tributária, em tramitação no Congresso Nacional. A afirmação foi feita no evento virtual “A visão municipalista sobre a Reforma Tributária”, organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). Segundo o ministro, a União deve dividir recursos com estados e municípios, mas não pode oferecer garantia de arrecadação.

Guedes destacou que foram gastos o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) com as medidas de enfrentamento da pandemia da covid-19. O PIB é a soma de tudo o que é produzido no país. “Se anunciarmos que estamos criando fundos, bancados pela União, para garantir outros 8% do PIB, o Brasil terá dramáticos problemas de sustentabilidade fiscal. A União pode quebrar e vai faltar dinheiro para todo mundo porque vamos entrar em uma rota de implosão fiscal. Estamos fazendo todo nosso esforço a beira de um vulcão. Temos que ter muita responsabilidade fiscal”, argumentou.

O ministro também defendeu que os gastos gerados pela pandemia sejam pago pela atual geração, com recursos da exploração de petróleo e privatizações. “A União não pode vergar, sob o risco de quebrar, a pretexto de ajudarmos os contemporâneos. Isso seria uma covardia da nossa geração, uma falta de coragem de nós mesmos pagarmos essa luta contra o coronavírus. Se estamos tendo essa feroz luta pela saúde dos brasileiros e pela preservação dos nossos empregos, a nossa geração tem que enfrentar isso”, disse.

foto Patricia Monteiro/Bloomberg

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