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SEM APOIO DO CONGRESSO, GUEDES DIZ A ALIADOS QUE AUXILIO SERÁ REDUZIDO PARA R$ 300 REAIS

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Paulo Guedes, Brazil's economy minister, speaks during the Brasil Investment Forum in Sao Paulo, Brazil, on Thursday, Oct. 10, 2019. The event highlights investment opportunities in strategic industries in the Brazilian economy, such as infrastructure, energy, agribusiness, technology and innovation. Photographer: Patricia Monteiro/Bloomberg
Paulo Guedes, Brazil's economy minister, speaks during the Brasil Investment Forum in Sao Paulo, Brazil, on Thursday, Oct. 10, 2019. The event highlights investment opportunities in strategic industries in the Brazilian economy, such as infrastructure, energy, agribusiness, technology and innovation. Photographer: Patricia Monteiro/Bloomberg - Foto: Bloomberg

O ministro da Economia, Paulo Guedes, informou a aliados na noite desta segunda-feira (31) que o auxílio emergencial será prorrogado por mais quatro parcelas de R$ 300. O valor foi definido em encontro durante a tarde, promovido no Palácio do Planalto, entre o ministro e o presidente Jair Bolsonaro. A expectativa é que a prorrogação do benefício seja anunciada nesta terça-feira (1º), após reunião do presidente com líderes partidários.

Para alterar o valor, hoje em R$ 600, Bolsonaro enviará uma medida provisória ao Congresso. A extensão da assistência emergencial paga durante a pandemia do coronavírus dará tempo para que a equipe econômica encontre soluções para a ampliação do Bolsa Família, rebatizado de Renda Brasil. O auxílio emergencial foi pensado inicialmente pelo Ministério da Economia para durar três meses, com parcelas de R$ 200.

As estimativas feitas em março pela pasta apontavam que o benefício alcançaria até 20 milhões de beneficiários, com custo total de R$ 15 bilhões aos cofres públicos. O programa foi se encorpando ao longo do tempo. Primeiro, após pressão de parlamentares sobre o governo, o Congresso aprovou o pagamento de três parcelas de R$ 600. Depois, o governo decidiu prorrogar o auxílio por mais dois meses no valor de R$ 600, prazo que agora está se encerrando.

Para as novas parcelas, Guedes chegou a defender um valor de R$ 270. Mas Bolsonaro insistiu em R$ 300, o que acabou acatado pela equipe econômica.

Congresso: O Congresso Nacional demonstra que não será fácil reduzir o auxílio emergencial para R$ 300, como quer o Ministério da Economia. O plano do governo é reduzir o benefício ao prorrogá-lo para que a redução não ocorra apenas no lançamento do programa Renda Brasil, substituto do Bolsa Família. "Se depender do meu voto, o valor é R$ 600", disse o senador Eduardo Braga (MDB-AM), segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo. De acordo com a publicação, líderes do governo no Congresso discutiram o assunto com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em reunião realizada no Palácio da Alvorada.

Foto: divulgação

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