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PAULO GUEDES VAI LANÇAR NA PRÓXIMA SEMANA PLANO "BIG BANG" PARA RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA

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Paulo Guedes, Brazil's economy minister, speaks during the Brasil Investment Forum in Sao Paulo, Brazil, on Thursday, Oct. 10, 2019. The event highlights investment opportunities in strategic industries in the Brazilian economy, such as infrastructure, energy, agribusiness, technology and innovation. Photographer: Patricia Monteiro/Bloomberg
Paulo Guedes, Brazil's economy minister, speaks during the Brasil Investment Forum in Sao Paulo, Brazil, on Thursday, Oct. 10, 2019. The event highlights investment opportunities in strategic industries in the Brazilian economy, such as infrastructure, energy, agribusiness, technology and innovation. Photographer: Patricia Monteiro/Bloomberg - Foto: Bloomberg

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, vai lançar na próxima semana um pacote de medidas em diversas frentes para tentar estimular a recuperação econômica.

O pacote “big bang”, como é chamado internamente pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, vai antecipar o programa Renda Brasil, ampliando o Bolsa Família e colocando  dinheiro no mercado,  e, ao mesmo tempo,  cortar  despesas e  liberar obras públicas. O pacote é visto como uma espécie de “lego” que vai se encaixando ao “ritmo político” do Congresso nos próximos meses.

O programa Pró-Brasil de investimentos vai ser modificado e reduzido focando  em marcos regulatórios que já estão no Congresso – gás natural, lei da falência e navegação na costa brasileira – para ampliar a participação da iniciativa privada e liberar R$ 4 bilhões do Orçamento neste ano para obras.

Para não estourar o teto de gastos, o pacote vai propor corte de programas ineficientes e  uma série de medidas que podem abrir espaço entre R$ 20 bilhões e R$ 70 bilhões.

Com a projeção de inflação deste ano em torno de 1,67%, a equipe econômica avalia também que essa é uma oportunidade histórica e urgente para enfrentar os três “Ds” (desindexação, desvinculação e desobrigação) que existem hoje no Orçamento diante da encruzilhada fiscal. O governo quer a desindexação para as despesas vinculadas ao salário mínimo. Hoje, cerca de 70% do Orçamento tem algum tipo de indexação. Com informações do jornal Estado de São Paulo.

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