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ECONOMIA

NO PIOR JUNHO EM 16 ANOS, ARRECADAÇÃO FEDERAL CAI 29,6%, PARA R$ 86,2 BILHÕES

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Brazilian President Jair Bolsonaro (L) talks to Chief of Staff Onyx Lorenzoni during the appointment ceremony of the new heads of public banks, at Planalto Palace in Brasilia on January 7, 2019. - Brazil's Finance Minister Paulo Guedes appointed the new presidents of the country's public banks. (Photo by EVARISTO SA / AFP)
Brazilian President Jair Bolsonaro (L) talks to Chief of Staff Onyx Lorenzoni during the appointment ceremony of the new heads of public banks, at Planalto Palace in Brasilia on January 7, 2019. - Brazil's Finance Minister Paulo Guedes appointed the new presidents of the country's public banks. (Photo by EVARISTO SA / AFP) - Foto: AFP

A arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais registrou queda real (descontada a inflação) de 29,6% em junho, contra o mesmo mês do ano passado, e somou R$ 86,258 bilhões. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (23) pela Secretaria da Receita Federal. Em junho de 2019, a arrecadação havia somado R$ 122,504 bilhões. De acordo com dados da Receita Federal, o resultado de junho deste ano também foi o pior para o mês desde 2004, quando somou R$ 78,693 bilhões – ou seja, em 16 anos. Os valores foram corrigidos pela inflação.

O resultado da arrecadação de abril já reflete os efeitos da crise do coronavírus na economia. Com o nível de atividade em queda, o recolhimento de tributos também cai. Além disso, o governo federal fez adiou no prazo de recolhimento de impostos e reduziu a alíquota de alguns tributos. As mudanças visam justamente combater os efeitos da pandemia na economia brasileira. No mês passado, o adiamento no recolhimento de tributos gerou um impacto de R$ 20,4 bilhões, informou o Fisco.

Arrecadação do 1º semestre

No acumulado do primeiro semestre deste ano, ainda de acordo com a Receita Federal, a arrecadação somou R$ 665,966 bilhões, com queda real de 14,71% frente ao mesmo período do ano passado. Segundo o órgão, esse foi o pior resultado, para este período, desde 2009, quando somou R$ 597,454 bilhões, ou seja, em três anos. Os valores foram corrigidos pela inflação.

Foto: divulgação

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