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ARAS VAI DECIDIR SE ENCAMINHA INQUÉRITO DE BOLSONARO

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Dr. Augusto Aras durante Seminário Poder Judiciário e Eleições. Brasília-DF, 05/12/2017 Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE
Dr. Augusto Aras durante Seminário Poder Judiciário e Eleições. Brasília-DF, 05/12/2017 Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE - Foto: Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

O procurador-geral da República, Augusto Aras, vai assistir neste final de semana ao vídeo da reunião ministerial de 22 de abril para decidir, depois, se existem diligências a serem pedidas, ou se já encaminha a investigação sobre a suposta interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal para o final. Ou seja, para a oitiva do presidente da República. O depoimento de Bolsonaro será o último ato do inquérito, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). A Procuradoria Geral da República (PGR) considera que o inquérito está da fase intermediária para o fim, e espera que a investigação se encerre no prazo de 60 dias.

Segundo o blog apurou, Aras quer “formar juízo” sobre o vídeo para se manifestar sobre os próximos passos. Até agora, ele recebeu relatos de assistentes da procuradoria que acompanharam a exibição do vídeo. O procurador também considera que o depoimento de Paulo Marinho era necessário, mas avalia que o inquérito só usará informações do empresário se ele revelar fatos novos. O procurador-geral da República também aguarda chegar às suas mãos o pedido de apreensão do celular do presidente, feito em notícias-crimes apresentadas por partidos políticos após o ex-ministro da Justiça Sergio Moro deixar o governo acusando Bolsonaro de tentar interferir na PF. Bolsonaro nega.

Os pedidos foram enviados à PGR pelo relator do inquérito sobre o assunto, ministro Celso de Mello. No Planalto, a avaliação é a de que Aras se manifestará contra o pedido. A interlocutores, o PGR considerou que houve “excesso de zelo” de Celso de Mello ao enviar a representação para sua manifestação – e que o relator poderia ter arquivado a representação.

Foto: divulgação

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