GOVERNO QUER COLOCAR CLOROQUINA NA SAÚDE ANTES DE ANUNCIAR NOVO MINISTRO

Presidente Jair Bolsonaro, ministro da Educação Abraham Weintraub, Onix Lorenzoni participam da solenidade de ampliação do Programa Educação Conectada nas Escolas e Comemoração do Dia da Bandeira , no Palácio do Planalto | Sérgio Lima/Poder360 19.nov.2019 - Foto: Foto: Sérgio LimaCom a saída de Nelson Teich, o discurso no Palácio do Planalto é de que Jair Bolsonaro deve manter o general Eduardo Pazuello interino por um tempo para que o presidente escolha sem “açodamento” o novo ministro da Saúde. Nos bastidores, porém, auxiliares do presidente admitem que a ideia é que Pazuello assine a mudança no protocolo da cloroquina — como quer Bolsonaro — pois o governo tem sido alertado de que nenhum médico de renome concordará com a ideia.
Pior: o protocolo deve ser questionado judicialmente. E se algum médico assinar pode responder no banco do conselho, segundo o blog apurou com especialistas da área da saúde.
Ministros da ala militar — que defendem que Pazuello fique como secretário-executivo — foram procurados por parlamentares que avaliam ser um perigo a decisão de mudança de protocolo. Além do risco para a saúde da população, afirmam que a decisão vai prejudicar a imagem das Forças Armadas, se um militar assinar uma mudança sem base científica; e agravar o ambiente político para o presidente no Congresso.
Mesmo assim, Bolsonaro quer seguir adiante com a cloroquina. Enquanto isso, o governo diz que procura um médico que “aguente a pressão” do cargo.
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