CORTE NA SELIC PODE NÃO AUMENTAR CONSUMO, E DEVE AFASTAR CAPITAL ESTRANGEIRO DIZ ESPECIALISTA

Brasiília, 26/04/2019. Fachada do Banco Central do Brasil. Foto:Raphael Ribeiro/BCB - Foto: BrasiÃlia, 26/04/2019. Fachada do Banco Central do Brasil. Foto:Raphael Ribeiro/BCBCom o corte de 0,75 ponto percentual na Selic, anunciado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), e o estabelecimento da taxa em 3% ao ano, o primeiro impacto que deve ser sentido no mercado, de acordo com o head de renda variável da Messem Investimentos, William Teixeira, é o barateamento do crédito para empresas e consumidores.
"Apesar disso, não imagino que o consumo das pessoas aumente em curto prazo, principalmente pela falta perspectivas e devido as incertezas causadas pela paralisação de diversos setores e do desemprego. O especialista da Messem Investimentos pondera, ainda, que a Selic elevada aumentaria a presença dos especuladores no mercado financeiro. "Quanto maior for a diferença entre os juros de nações desenvolvidas em relação ao Brasil, maior será o prêmio de risco que o investidor estrangeiro receberá ao aplicar no País", explicou.
De acordo com Teixeira, a expectativa é de que na próxima reunião do Copom, em 16 e 17 de junho, ocorra mais um corte na taxa de juros, entre 0,5 e 0,75 ponto percentual.
Foto: divulgação



