ÍNDICE DE LETALIDADE DO CORONAVÍRUS SERIA MUITO MENOR, SEGUNDO COLUNISTA DO WASHINGTON POST

Um profissional de saúde realiza um teste finalizado em um local de testes de coronavírus fora dos Serviços Comunitários de Saúde Internacionais no Distrito Internacional de Chinatown durante o surto de doença por coronavírus (COVID-19) em Seattle, Washington, EUA, em 26 de março de 2020. REUTERS / Lindsey Wasson - Foto: REUTERS / Lindsey WassonHá um erro que está se disseminando por toda à parte com relação ao índice de letalidade do coronavírus. E esse erro está fazendo com que as previsões de números de mortos estejam caindo nos EUA. Quem levanta a questão é o colunista Fareed Zakaria do jornal Washington Post, em artigo republicado no jornal O Estado de São Paulo.
Segundo ele, a Casa Branca calculou que, com as politicas de distanciamento social, morreriam nos EUA entre 100 mil e 249 mil americanos, mas o modelo foi revisado e atualmente o número estimado é de 60.415. Esse erro ocorreu por causa da escassez de testes. Isso porque o índice que está se divulgando não se refere a letalidade do vírus em relação ao total de infectados, mas a letalidade nas pessoas que foram testadas. Se a conta mortos/total de infectados incluísse todos os infectados, inclusive aqueles não tem sintomas, o índice de letalidade seria igual ao de uma gripe sazonal.
No artigo, Zakaria cita o epidemiologista, John Ioannidis, da Universidade de Stanford, que diz que está se superestimando a fatalidade da covid-19. Isso não quer dizer, que o isolamento social não seja útil, pois se ele não for feito mais pessoas morrerão porque o sistema de saúde entrou em colapso. Que dizer apenas que os índices de letalidade são poucos confiáveis e dependem de muitos fatores, como a testagem em massa, número de idosos e outros.



