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GASOLINA E LUZ EM QUEDA ELEVAM EXPECTATIVA DE CORTE NOS JUROS

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GASOLINA E LUZ EM QUEDA ELEVAM EXPECTATIVA DE CORTE NOS JUROS

Nesta semana foi divulgada uma série de dados positivos - como a queda na conta de luz, no preço da gasolina, e dos alimentos - que mexeram com as expectativas de inflação e consolidaram a percepção de que o Banco Central iniciará um novo ciclo de corte na taxa básica de juros.

O IBGE informou na sexta (7) que o IPCA (índice que serve de referência para a meta de inflação) ficou em 0,13%, o menor resultado desde 2006 para o mês. A mediana das projeções do mercado era um resultado de 0,20%. A inflação acumulada em 12 meses caiu de um pico de quase 5% para 4,66%.

"A inflação está muito tranquila. As expectativas estão ancoradas. Não há pressão de demanda. O dado de hoje [sexta] confirma isso", afirma a economista Julia Passabom, do Itaú Unibanco. A economista destaca ainda o comportamento favorável não só de preços com maior sazonalidade, como os alimentos, que devem continuar a devolver a alta registrada no começo do ano, mas também de serviços e produtos industrializados, que influenciam os cálculos dos núcleos de inflação e têm grande peso nas avaliações do BC.

O banco projeta um IPCA de 3,6% no fim de 2019 e de 2020, abaixo da mediana do mercado, próxima de 4%. Para a taxa básica de juros (Selic), a expectativa é de queda a partir de outubro --dos atuais 6,5% para 5,5% no início de 2020.

O economista Fábio Romão, da LCA Consultores, afirma que o comportamento dos preços dos combustíveis e da energia elétrica ainda pode surpreender positivamente até o fim deste ano. "Eu tenho uma projeção de queda de 0,01% em junho [para o IPCA], mas a deflação pode ser mais intensa se a Petrobras promover mais uma queda nos preços. E a queda da gasolina pode contribuir para uma queda mais forte também do etanol em junho, pois os dois concorrem na preferência do consumidor", diz. As informações são da Folha.

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