SERVIDORES E MILITARES PERDEM MAIS, DIZ GOVERNO SOBRE PREVIDÊNCIA

RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL, 19.02.2018: SEGURANÇA-RIO - Movimentação dos militares do REI (Regimento Escola de Infantaria) em Anchieta. Dezenas de caminhões, tanques e veículos blindados do Exército deixaram no final da tarde de segunda (19) diversos batalhões em Deodoro, zona oeste do Rio de Janeiro (RJ). Em um comboio de cerca de um quilômetro, centenas de militares, muitos deles com rostos cobertos por balaclavas, ocuparam as entradas do complexo do Chapadão, na zona norte, uma das regiões mais violentas da capital. A operação é a primeira desde que o presidente Michel Temer anunciou a intervenção na segurança pública do Rio na última sexta-feira (16). (Foto: Danilo Verpa/Folhapress) - Foto: RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL, 19.02.2018: SEGURANÇA-RIO - Movimentação dos militares do REI (Regimento Escola de Infantaria) em Anchieta. Dezenas de caminhões, tanques e veÃculos blindados do Exército deixaram no final da tarde de segunda (19) dive...Sob ataques de que a reforma da Previdência afeta os mais pobres, o governo argumenta que, considerando a conta por pessoa, a proposta é mais penosa para servidores públicos e militares. A perda média para os trabalhadores da iniciativa privada é estimada em R$ 9,6 mil em dez anos para cada contribuinte do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O impacto per capita para o funcionalismo público da União é de R$ 141 mil. No caso dos militares das Forças Armadas, é de R$ 181 mil -sem considerar os efeitos da reestruturação das carreiras, que representam ganhos para os militares e gastos para os cofres públicos. Esses números têm sido usados pela equipe econômica em encontros com deputados para convencer o Congresso a aprovar a proposta de reforma da Previdência do presidente Jair Bolsonaro.
Em debates na Câmara, parlamentares contrários ao texto afirmam que a economia para Previdência de R$ 1 trilhão em dez anos com a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) recai principalmente sobre os trabalhadores mais vulneráveis --os do INSS. O governo, então, preparou a tabela sobre o efeito per capita da reforma. "Quem ganha mais paga mais; quem ganha menos paga menos. O impacto é bem maior para militares e servidores públicos, porque eles têm regras [de aposentadoria] mais benevolentes, rendas maiores e condições de trabalho mais previsíveis", afirma o secretário de Previdência do Ministério da Economia, Leonardo Rolim.
Ao calcular os dados, a equipe econômica levantou quantas pessoas seriam afetadas. No INSS, esse grupo é de 71 milhões de trabalhadores, pois a proposta não terá efeito para quem já se aposentou ou já recebe pensão. Bolsonaro apresentou uma PEC para endurecer as regras de aposentadorias, pensão por morte e mudar as alíquotas de contribuição. Juntas, as medidas representam uma economia de R$ 687 bilhões para a Previdência em uma década. Esse é o peso da PEC para os trabalhadores da iniciativa privada --nas cidades e na zona rural. Mas, como o número de pessoas nesse grupo é expressivo, a parcela para cada trabalhador seria diluída.



