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WAGNER DIZ QUE PRISÃO DE MICHEL TEMER FOI PRECIPITADA

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Rio de Janeiro - O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, participa da reunião do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), no Windsor Guanabara Hotel. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, participa da reunião do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), no Windsor Guanabara Hotel. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil) - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O senador pela Bahia, Jaques Wagner, criticou a prisão do ex-presidente Michel Temer, ocorrida nesta quinta-feira (21), através da operação Lava Jato. Segundo o Estadão, ele classificou o caso como uma "precipitação da Justiça", já que Temer foi preso sem que tivesse prestado depoimento no inquérito em que é investigado.

Wagner, que também foi governador da Bahia, também disse estar preocupado com o que chamou de "ambiente de caça às bruxas dos políticos" no Brasil. "Eu não comemoro a prisão de ninguém. Desconheço a motivação, mas sempre me preocupa muito esse ambiente de caça às bruxas dos políticos", disse Wagner, após sessão da Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal.

Wagner criticou também a “instabilidade” constante no país e citou o impeachment de Dilma e a prisão de Lula, que, na opinião dele, também foram efetivados sem que houvesse motivos concretos.

"Não posso julgar o juiz, mas as pessoas estão se precipitando pela notícia. Qual o motivo de uma prisão preventiva? Só queria entender: ele (Temer) é uma ameaça? Ele vai surrupiar prova? Não sou eu que vou julgar, porque é do direito, cabe ao ex-presidente fazer o recurso", sinalizou.

O ex-presidente da República Michel Temer foi preso na manhã desta quinta, após pedido da força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro. Michel Temer é o segundo presidente a ser preso após ação na esfera penal - o primeiro foi Luiz Inácio Lula da Silva, em abril de 2018.

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