PF PEDE MAIS 90 DIAS PARA APURAR ATENTADO CONTRA BOLSONARO

JUIZ DE FORA, MG, 06.09.2018: JAIR-BOLSONARO - Suspeito (sem camisa) de ter esfaqueado o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, é detido por seguranças e policiais. Bolsonaro foi atingido durante uma caminhada pelas ruas de Juiz de Fora, em Minas Gerais, na tarde desta quinta-feira. O suspeito se chama, segundo a Polícia Militar, Adélio Bispo de Oliveira, tem 40 anos e é de Montes Claros, no norte de Minas. (Foto: Guilherme Leite/Folhapress) - Foto: JUIZ DE FORA, MG, 06.09.2018: JAIR-BOLSONARO - Suspeito (sem camisa) de ter esfaqueado o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, é detido por seguranças e policiais. Bolsonaro foi atingido durante uma caminhada pelas ruas de Ju...A Polícia Federal (PF) pediu à Justiça Federal em Minas Gerais mais 90 dias para encerrar o inquérito que apura quem são os responsáveis pelo financiamento da defesa de Adélio Bispo, autor do ataque contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL) durante a campanha eleitoral do ano passado. Em dezembro do ano passado, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em dois imóveis relacionados ao advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, um dos integrantes da defesa de Adélio. Zanone diz que manterá sigilo profissional sobre o contratante.
Bolsonaro tomou uma facada enquanto fazia campanha em Juiz de Fora (MG), no dia 6 de setembro do ano passado. O ataque foi feito por Adélio Bispo de Oliveira, autor confesso da facada, que está preso no presídio federal em Campo Grande (MS). No primeiro processo aberto pela Justiça, Adélio passou à condição de réu por atentado pessoal por inconformismo político. De acordo com denúncia feita pelo MPF e aceita pela Justiça, o acusado colocou em risco o regime democrático ao tentar interferir no resultado das eleições por meio do assassinato de um dos concorrentes na disputa presidencial.
De acordo com o procurador autor da denúncia, Adélio Bispo planejou o ataque com antecedência de modo a excluir Bolsonaro da disputa. A defesa de Adélio alega que ele agiu sozinho e que o ataque foi apenas “fruto de uma mente atormentada e possivelmente desequilibrada” por conta de um suposto problema mental.



