"AGORA SEI QUE VOU SER PRESO", DIZ BATTISTI AO CHEGAR Á ITÁLIA

TOPSHOT - Italian former communist militant Cesare Battisti, wanted in Rome for four murders attributed to a far-left group in the 1970s, is escorted by an Italian Police officer as he steps off a plane coming from Bolivia and chartered by Italian authorities, after landing at Ciampino airport in Rome on January 14, 2019. - Former communist militant Cesare Battisti landed in Rome on January 14 after an international police squad tracked the Italian down and arrested him in Bolivia, ending almost four decades on the run. (Photo by Alberto PIZZOLI / AFP) - Foto: AFPO italiano Cesare Battisti desembarcou hoje na Itália aparentando tranquilidade. Ainda assim, o aguardam, depois de 40 anos como fugitivo, a prisão perpétua. O jornal 'La Repubblica' reproduziu as primeiras palavras de Battisti em solo italiano: "Agora sei que vou para a prisão". Ele foi preso no sábado na Bolívia e desembarcou em Roma nesta segunda, 14.
De acordo com o jornal italiano, Battisti também aparentou serenidade durante o voo, "sem sinais de desespero apesar de esperar pela prisão perpétua". Falou sobre a vida e também sobre a fuga do Brasil para a Bolívia depois que o ministro do Supermo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux suspendeu a liminar que impedia a prisão de Battisti no País. Battisti dormiu durante boa parte do voo até a Itália.
O governo da Itália informou no início da tarde que Cesare Battisti será enviado para o Cárcere de Oristano, na ilha da Sardenha, para cumprir a pena de prisão perpétua. Anteriormente, havia sido divulgado que ele iria para a prisão de Rebibbia, em Roma.
Battisti deixou a Itália após condenação por quatro assassinatos cometidos entre 1977 e 1979. Na Itália, foi primeiramente condenado por participação em bando armado e ocultação de armas a 12 anos e 10 meses de prisão em 1981. Mais de uma década depois, em 1993, teve a prisão perpétua decretada pela Justiça de Milão, em razão de quatro homicídios hediondos contra um guarda carcerário, um agente de polícia, um militante neofascista e um joalheiro.
Após uma série de fugas, por vezes cinematográfica, Batisti chegou ao Brasil e foi preso em 2007. No último dia de seu segundo mandato, no entanto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu asilo político para o italiano e impediu sua extradição.



