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CCR PAGARÁ R$ 81,5 MI PARA ENCERRAR PROCESSO SOBRE CORRUPÇÃO

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Governador Geraldo Alckmin faz primeira viagem entre as estações Largo 13 e a nova estação Adolfo Pinheiro em Santo Amaro.  DATA: 12/12/2013. LOCAL: São Paulo/SP 
 FOTO: TIAGO SILVA/A2 FOTOGRAFIA
Governador Geraldo Alckmin faz primeira viagem entre as estações Largo 13 e a nova estação Adolfo Pinheiro em Santo Amaro. DATA: 12/12/2013. LOCAL: São Paulo/SP FOTO: TIAGO SILVA/A2 FOTOGRAFIA - Foto: TIAGO SILVA/A2FOTOGRAFIA

A CCR informou nesta quinta-feira (29) que assinará acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo em que pagará R$ 81,5 milhões para encerrar processo civil envolvendo a companhia e algumas de suas controladas em suposto esquema de corrupção. O acordo, um "Termo de Autocomposição", será posteriormente encaminhado para homologação judicial. A empresa não deu detalhes do acordo, que envolve denúncias divulgadas no começo deste ano sobre suposto pagamento de comissão a ex-diretor da Dersa, empresa estadual de rodovias.

Segundo a Reuters, o empresário Adir Assad disse em delação premiada realizada em fevereiro, dentro da operação Lava Jato, que pagou comissão ao ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, em esquema de corrupção que teria envolvimento da CCR, negado pela empresa, para campanhas eleitorais dos ex-governadores José Serra e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB, além de deputados. Pelo menos 15 políticos são citados no termo.

De acordo com a empresa, do total, R$ 64,53 milhões serão pagos ao Estado de São Paulo e R$ 17 milhões, a título de doação, para a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Os montantes serão pagos em duas parcelas, a primeira no valor de R$ 49,265 milhões em 1 de março de 2019 e o saldo remanescente em 1 de março de 2020.

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