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PARTIDOS CONSERVADORES CRESCEM NA CÂMARA DE DEPUTADOS

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CAM1 - BRASILIA 4/10/2017 - VOTACAO - NACIONAL - Votação do Projeto de Lei 8703/17, do Senado, que cria Fundo Especial de Financiamento de Campanha. FOTO: LUIS MACEDO/CÂMARA DOS DEPUTADOS
CAM1 - BRASILIA 4/10/2017 - VOTACAO - NACIONAL - Votação do Projeto de Lei 8703/17, do Senado, que cria Fundo Especial de Financiamento de Campanha. FOTO: LUIS MACEDO/CÂMARA DOS DEPUTADOS - Foto: LUIS MACEDO

A chamada bancada da bala, dos evangélicos e do agronegócio  devem se fortalecer na câmara federal, no próximo ano. Os partidos conservadores ganharam força nas ultimas eleições. Se analisadas em conjunto, as três reelegeram menos da metade de seus atuais integrantes, mas a ascensão de partidos ligados aos temas deve dar impulso para que ampliem a influência sobre a pauta da Casa.

"Os assuntos que elas defendem foram legitimados nestas eleições Se elas perderam um membro que não tenha sido reeleito agora, deverão ganhar dois no próximo ano. Elas vão ficar muito mais aguerridas", afirmou ao Estadão/Broadcast o analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz.

Entre estas pautas está à liberação do porte de armas, bandeira do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que disputa o segundo turno contra Fernando Haddad (PT). Entre julho e agosto, o jornal O Estado de S. Paulo publicou na série de reportagens Os donos do Congresso como o lobby desses setores atua no dia a dia da Câmara. Dos 513 deputados federais hoje no País, 285 participam diretamente da defesa de demandas desses setores.

Em relação às reeleições para a próxima legislatura, a menor renovação foi nas bancadas evangélica e ruralista. Na primeira, dos 82 deputados ativos, 37 foram reeleitos, ou seja, 45%. No caso da segunda, 54 deputados, do total de 119, continuarão seus mandatos, representando a reeleição também de 45% da bancada. No caso da bala, apenas 35% dos seus 34 integrantes permanecerão na Câmara.

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