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RAQUEL DODGE PEDE SUSPENSÃO DE INQUÉRITO E NÃO DENUNCIA TEMER

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Raquel Dodge, federal prosecutor appointed by Brazilian President Michel Temer to replace Rodrigo Janot at the general prosecuter's office, gestures during hearings at the Federal Senate's Constitutional and Justices Commission of the National Congress in Brasilia, on July 12, 2017. 
If approved by the senate, Dodge will take over the general prosecutor's office next September. / AFP PHOTO / EVARISTO SA
Raquel Dodge, federal prosecutor appointed by Brazilian President Michel Temer to replace Rodrigo Janot at the general prosecuter's office, gestures during hearings at the Federal Senate's Constitutional and Justices Commission of the National Congress in Brasilia, on July 12, 2017. If approved by the senate, Dodge will take over the general prosecutor's office next September. / AFP PHOTO / EVARISTO SA - Foto: AFP

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu nesta terça-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o inquérito que investiga o presidente Michel Temer por supostos repasses ilegais da Odebrecht ao MDB. Ao pedir a suspensão do inquérito, Dodge decidiu não denunciar o presidente e deixar o caso parado até que o mandato de Temer termine. A partir de 1º de janeiro, portanto, a investigação poderá prosseguir na primeira instância da Justiça.

No relatório em que informou ao Supremo as conclusões do inquérito, a Polícia Federal apontou indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por parte de Temer. Diante do que foi informado pela PF, o relator do caso, Luiz Edson Fachin, deu prazo de 15 dias para a procuradora-geral se manifestar.

Raquel Dodge, então, entendeu que deve-se aplicar a imunidade temporária a Temer porque as suspeitas se referem a antes do mandato. E a Constituição impede que um presidente responda por fatos anteriores. O inquérito se refere a um jantar no Palácio do Jaburu em maio de 2014 em que, segundo delatores, Temer acertou o repasse ilícito de R$ 10 milhões da Odebrecht ao MDB.

Também é investigado o suposto pagamento de propina para ajudar a Odebercht na Secretaria de Aviação Civil. A pasta já foi comandada pelos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Minas e Energia), ambos do MDB, também investigados no inquérito. Dodge poderia ter denunciado o presidente, mas teria que pedir para o caso ficar suspenso até o fim do mandato porque o presidente não pode responder por esses fatos. No entanto, ela entendeu que nem mesmo a denúncia poderia ser oferecida.

A procuradora também pediu que as suspeitas sobre Padilha e Moreira Franco sejam remetidas à Justiça Federal do Distrito Federal, para que o MPF que atua na primeira instância analise o relatório da PF e decida como proceder. Isso porque, conforme Raquel Dodge, os fatos não têm relação com o cargo e nem foram cometidos durante o mandato.

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