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GOVERNO DIZ QUE EXPORTAÇÕES CAÍRAM 36% EM MAIO EM RAZÃO DA GREVE

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A participação dos portos de Paranaguá e Antonina no saldo da balança comercial brasileira aumentou de 17,3% para 24,9%, em 2009. Foi o melhor desempenho entre os principais portos do País e correspondeu a praticamente metade do saldo do Porto de Santos, que recuou 5,2%
A participação dos portos de Paranaguá e Antonina no saldo da balança comercial brasileira aumentou de 17,3% para 24,9%, em 2009. Foi o melhor desempenho entre os principais portos do País e correspondeu a praticamente metade do saldo do Porto de Santos, que recuou 5,2% - Foto: Rodrigo Leal/Appa

O Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informou nesta sexta-feira (1º) que as exportações brasileiras caíram 36% nas duas últimas semanas de maio em razão da greve dos caminhoneiros. A paralisação da categoria começou em 21 de maio e, segundo a Polícia Rodoviária Federal, não há mais pontos de aglomeração de caminhoneiros nas rodovias.

De acordo com o MDIC, nas três primeiras semanas de maio, a média diária de exportações foi de US$ 1,06 bilhão (por dia útil). A partir do dia 21, quando a paralisação começou, as exportações caíram para média diária de US$ 678 milhões (por dia útil). Mesmo assim, a balança comercial de maio registrou superávit de US$ 5,9 bilhões em maio, segundo o ministério.

De acordo com o diretor de Estatísticas e Apoio às Exportações da Secretaria de Comércio Exterior, Herlon Brandão, o setor mais afetado foi o de bens manufaturados. Nas últimas duas semanas, a exportação desses produtos caiu 46%. Também foram afetadas as vendas ao exterior de bens semimanufaturados (queda de 37%) e de produtos básicos (31%).

“Alguns produtos têm estoque nos portos, como é o caso da soja, então boa parte do escoamento da soja nesse período, foi garantido pelos estoques nesses portos. [O setor de] carnes também já tinha produto no porto a ser embarcado, que não dependeu de transporte ao porto nesse período”, detalhou Brandão.

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